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Ano novo, velhos problemas

Apresentando cor esverdeada desde dezembro, Suderj afirma que vazamentos da piscina estão sendo solucionados

Segundo a Suderj, a piscina do Caio Martins apresenta vazamentos e passará por reparos antes de ser liberada para o uso

Evelen Gouvêa

A falta de manutenção do Complexo Esportivo Caio Martins, localizado em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, voltou a ser alvo de reclamações de niteroienses. Segundo moradores de edifícios próximos ao local, a água da piscina apresenta cor esverdeada e sujeira no fundo. As denúncias apontam que a situação permanece desde dezembro do ano passado. 

Usuários do complexo reclamam que, mesmo com a mudança de administração do local, o estado de abandono da piscina e do campo de futebol, que apresenta falhas no gramado, é uma herança deixada pela antiga gestão. Passado um mês de atuação do novo governo, a limpeza da água ainda não foi realizada, motivo de preocupação para os moradores do entorno, diante dos riscos de doenças, como a proliferação de dengue, zika e chikungunya. 

Moradora do Centro, a dona de casa Viviane Aparecida Costa de Magalhães Pereira, de 53 anos, deixou de frequentar as aulas de natação e hidroginástica no Caio Martins após conviver durante um ano com a falta de ações. Com vontade de voltar, ela conta que ainda não tentou, pois não viu mudanças e teme que o abandono continue. 

“Eu saí justamente pela falta de manutenção. Às vezes, não tinha cloro, e, quando tinha, faltava água. Uma vez, cheguei a sair da piscina com muita coceira, pois acho que exageraram no cloro para tratar o esverdeado. Teve um período em que os próprios alunos fizeram uma ‘vaquinha’ para comprar os produtos. Fico triste, pois é um espaço de atividade para idosos, pessoas com necessidades especiais e para quem não tem condições financeiras”, lamentou.

A Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), responsável pela administração do Caio Martins, disse que a piscina não é utilizada desde o ano passado, e que apresenta problemas hidráulicos e vazamentos.

“Estamos trabalhando para resolver estas questões o mais rápido possível, para assim, liberá-la para uso da comunidade”, disse a Suderj, em nota, informando, ainda, que a questão se tornou uma prioridade.

Segundo a Suderj, outras atividades oferecidas pelo complexo acontecem normalmente desde o início deste ano, entre elas estão as aulas de yoga, dança, futebol feminino e masculino, jiu-jítsu, muay thai, tai chi chuan, capoeira e vestibular social.

Parcerias – O Caio Martins está passando por obras para melhorar a acessibilidade do espaço. A intervenção faz parte de um convênio entre a Prefeitura de Niterói e a Secretaria de Estado de Esporte, Lazer e Juventude do Estado (SEELJE), que vai oferecer o Centro de Convivência do Idoso, com mais de 40 oficinas, e o Niterói Mais Ativa, com atividades para pessoas com deficiência.

Um consultório odontológico para crianças e adultos também será montado. As ações gratuitas devem ter início a partir deste mês, segundo o Governo do Estado.
 

Niterói: 2 mil casas vistoriadas contra Aedes

A Prefeitura de Niterói vistoriou, apenas em janeiro, mais de duas mil casas como parte das medidas de prevenção e o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Neste primeiro mês, durante os mutirões realizados pela Fundação Municipal de Saúde, foram vistoriados imóveis no Vital Brazil, Martins Torres, Barreto e Caramujo. No próximo sábado (09), será a vez do Engenho do Mato receber o mutirão. O objetivo da Fundação Municipal de Saúde (FMS) é intensificar as ações já realizadas rotineiramente durante o ano todo.

Os agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) percorrem as regiões vistoriando casas, comércios e praças para identificar possíveis criadouros do mosquito e eliminá-los. Além do combate, a equipe informa sobre as doenças transmitidas e medidas necessárias para evitar a proliferação dentro de casa. O verão é o período com maior incidência do Aedes.

A iniciativa faz parte das estratégias dos Comitês de Combate à Dengue de todas as regiões da cidade para diminuir a proliferação do inseto. Os comitês envolvem várias secretarias, como a de Conservação e Serviços Públicos, Saúde, CLIN (Companhia de Limpeza Urbana de Niterói), a administração Regional do Barreto, além de atores sociais da região – associação de moradores, escolas e unidades de saúde.

De acordo com o chefe do CCZ de Niterói, Francisco de Faria Neto, o combate ao vetor no ambiente domiciliar e nos demais logradouros públicos é de vital importância para manter o controle de proliferação.

“A melhor forma de prevenir essas doenças é a eliminação do vetor, ou seja, combater os criadouros do Aedes aegypti, que coloca seus ovos em recipientes com água parada, como garrafas, sacos plásticos e pneus velhos que ficam expostos à chuva”, sinaliza Francisco, indicando a definição de um dia na semana para realizar a troca de água e a lavagem dos reservatórios que não podem ser eliminados, como pratinhos e vasos das plantas.

Ação diária – Além dos mutirões, as equipes do CCZ realizam trabalho intenso de rotina de prevenção e combate ao mosquito em Niterói. Agentes vistoriam diariamente imóveis em todas as regiões do município, combatendo focos do inseto e orientando a população. Profissionais do Programa Médico de Família também atuam em parceria com o CCZ nas suas áreas de cobertura. 

Capacitação – Nesta semana, a FMS convocou profissionais da saúde municipal para participar de curso de capacitação sobre a chikungunya, no auditório da Policlínica Sergio Arouca, no Vital Brazil. O palestrante Gustavo Magalhães, médico infectologista, abordou temas como o manejo clínico, o diagnóstico, os sintomas e o tratamento.

A chikungunya é uma das três arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, e caracteriza-se pela síndrome febril aguda com acometimento nas articulações, as artralgias, que podem tornar os movimentos do corpo incapacitantes. Outro sintoma menos comum é o rash, a alergia com manchas pelo corpo.

Os convênios entre as partes foram firmados no fim do ano passado, e os trâmites para a implementação estão em andamento. As passarelas de acesso estão sendo construídas na parte interna do complexo, ao redor do ginásio, por equipes da prefeitura.

 

 
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