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Barcas paradas, reajuste e calor dentro das embarcações

Com aumento de 3,38% na tarifa, usuários reclamam da falta de ar-condicionado

Apesar do calor, barcas com ar-condicionado não são utilizadas no trajeto Rio-Niterói.

Foto: Douglas Macedo

Após o anúncio de um reajuste de 3,38% no preço da passagem das barcas que circulam na Baía de Guanabara, cuja tarifa social, a partir do próximo dia 12 de fevereiro, terá seu valor elevado de R$ 5,90 para R$ 6,10, passageiros que utilizam diariamente o transporte, entre as estações Praça Arariboia e Praça XV, denunciam a precariedade no serviço, principalmente em relação à climatização das embarcações. Em pleno verão, cariocas e niteroienses enfrentam viagens, quase sempre, em barcas sem ar-condicionado. Eles alegam que as barcas novas e refrigeradas, adquiridas nos últimos anos, praticamente não são utilizadas.

Na tarde desta quinta-feira (25), por volta de 15h, quando os termômetros no Centro de Niterói apontavam 36 graus, a professora Tânia Calixto saía da estação Arariboia em direção à capital, como faz diariamente, através da embarcação “Gávea I”, utilizada no serviço desde 2006.

“Eu estou tendo a sorte de ir em uma barca com ar. Mas é uma barca muito velha, o ar quase não dá vazão, eu já conheço. Com esse calor, acho que viajar desse jeito é até pior, porque a gente fica sofrendo com aquelas janelas fechadas, ainda mais sem refrigeração adequada. O mais impressionante é que quase não percebo o uso das barcas novas. Parece que ficam atracadas o dia todo”, reclamou a moradora do bairro do Ingá, de 36 anos, se referindo às embarcações “Pão de Açúcar”, “Corcovado” e “Itacoatiara”, adquiridas em 2014, 2015 e 2016, respectivamente.

Ainda nesta quinta, por volta de 15h15, quando a embarcação “Neves V” – que opera no serviço desde 2008 – voltava da Praça XV para o Centro de Niterói, o advogado Valdir Morais, de 72 anos, sofria dentro do coletivo sem ar-condicionado. Apesar de ter direito à gratuidade, lamenta o reajuste decretado.

“Faço esse vai e vem três vezes por semana, e afirmo que é um milagre pegar uma barca com ar-condicionado. É muito calor, ainda mais no meu caso, que ando de terno por conta da profissão. Eu tenho pena de quem paga passagem”, disse o idoso morador de Araruama, que tem o costume de deixar seu carro em Niterói para cruzar a Baía de barca até o seu escritório no Centro do Rio.

Nos dias úteis, a CCR Barcas, concessionária que administra o serviço aquaviário, disponibiliza 31 viagens no sentido Arariboia x Praça XV e 28 no trajeto inverso diariamente, entre 5h40 e 23h30. 

Procurada, a CCR Barcas não respondeu .

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Comentários

orlando cesar dos santos silva
A professora Tania está equivocada porquanto as embarcações antigas como Gavea I, Inga II, Urca III, etc.., não possuem sistema de refrigeração. Se possuem, esses sistemas nunca foram utilizados. Faço esse percurso a 40 anos, pelo menos duas vezes por dia.
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EDUARDO ABICALIL MARINHO
A colega usuária se enganou. esse lixo da barca gávea I n tem nenhum tipo de ventilação, muito menos ar condicionado. suas janelas pequenas ficam abertas. Eu me pergunto, Kd o MP? KD? A agetransp todos sabemos que é corrupta mas o MP também? não fazem nada. por diversas vezes idosos passando mal de tanto calor nessa estufa quente que chamam de barca. lenta, 20 min de travessia, 20! 5km percorridos. Vai tomar no c.... ccr e MP. desculpem o desabafo.
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rafael fontes andrad
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