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Caminhada pela defesa do SUS em Niterói

Pastoral da Aids da Arquidiocese de Niterói chamou atenção para a importância do tratamento gratuito e de qualidade para a população

Diretor do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), Tarcísio Rivello, participou do ato e elogiou a iniciativa

Foto: Evelen Gouvêa

A Pastoral da Aids da Arquidiocese de Niterói promoveu neste sábado (16), a II Caminhada Arquidiocesana em Defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento começou com a celebração de uma missa tradicional na Catedral São João Batista, no Centro de Niterói, às 8h, pelo Bispo de Campos dos Goytacazes, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz.

Após a missa, a caminhada teve início em direção ao Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) - UFF, passando pela Rua Barão do Amazonas e entrando na Rua da Conceição. De acordo com a organização, cerca de 600 pessoas participaram na caminhada, que contou com núcleos de apoio da Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, Pastoral da Esperança, Federações Congregações Marianas do Rio de Janeiro, Servos da Alegria, Cruz Vermelha Brasileira, Grupo Pela Vida Niterói, Grupo Gênesis Niterói, Rotary Club Niterói Norte, além de outras Pastorais Sociais da Arquidiocese de Niterói.

Durante a caminhada, o padre Ricardo Dias, coordenador da Pastoral da Aids, foi dizendo, no microfone ligado a caixas de som, palavras sobre a importância da sociedade civil se organizar para defender e proteger o Sistema Único de Saúde (SUS) para que continue garantindo tratamento gratuito e que melhore sua efetividade.

"O sucateamento do SUS se dá, principalmente, com a não oferta dos medicamentos para o tratamento da Aids e o segundo mal de ação à comunidade é o não tratamento adequado do câncer. Os medicamentos que deveriam ser entregues para combater essas doenças estão no setor privado e não onde deveriam estar: no SUS. Não vamos deixar os menos favorecidos viverem sem dignidade. O SUS é nosso!", argumentou o padre Ricardo.

Ao fim do trajeto, já em frente do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), ocorreu um ato público, com a temática da Campanha da Fraternidade. O diretor do Huap, Tarcísio Rivello, elogiou o movimento organizado pela Arquidiocese, em busca de unir forças com o população em prol do SUS.

"Primeiro que nós prestamos um serviço de relevância ao Sistema Único de Saúde. Somos 100% SUS. Portanto, todo movimento que tende a enaltecer e a fortalecer o SUS recebe o nosso apoio. O que não pode haver é a partidarização, como acontece nos hospitais municipais, estaduais e federais. Nós somos da federação, mas somos federais universitários, são duas coisas diferentes. No Antônio Pedro só entra funcionários concursados, nunca por indicação. Não há privatização aqui, isso é uma narrativa da política partidária. O que tem aí fora é a partidarização do SUS estadual e municipal. O SUS que fazemos nos hospitais universitários não tem partidarização", enfatizou Tarcísio.

Sua esposa, Rita Rivello, presidente da Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro (Achuap), destacou a importância do hospital para todas as cidades do Leste Fluminense – Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Maricá e Tanguá.

"Antes, atendíamos apenas Niterói. A própria cidade cresceu. Nossa demanda é muito maior hoje e somos importantes para todas essas cidades. É preciso lembrar que o Huap atende casos de alta complexidade encaminhados de postos de saúde do município. Aqui não há vagas, as vagas estão nos postos de saúde", afirmou Rita.

"Não aceitamos o desmonte do SUS, redução ou transformação de seus princípios (universalidade, equidade, integralidade, regionalização, participação social). A saúde não é negócio ou mercadoria. O SUS é uma conquista do povo brasileiro, é um patrimônio do Brasil e instrumento imprescindível, para garantir o direito à saúde, assegurado pela Constituição Federal, também chamada de Constituição Cidadã, segundo seu Artigo 196: 'A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação'. Esta luta deverá ser uma bandeira levantada pelos cidadãos brasileiros, impedindo o retrocesso social nas políticas públicas, sociais e econômicas de saúde no Brasil", avaliou padre Ricardo Dias, coordenador da Pastoral da Aids.

Arcebispo de Niterói e Bispo Referencial da Pastoral da Aids do Leste 1, Dom José Francisco Rezende Dias concedeu sua bênção aos organizadores da Caminhada Arquidiocesana em Defesa do SUS, e ressaltou a sua importância: "É em defesa do SUS, em defesa da saúde e em defesa da vida”, finalizou.

Quatro homens da NitTrans acompanharam a caminhada para atuarem abrindo e fechando pistas enquanto os fiéis passavam pelo Centro de Niterói durante todo o trajeto, que terminou por volta de 11h na escadaria do Huap.  

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