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Cargueiro leva perigo à Baía

Embarcação que está afundando representa risco ambiental e possibilidade de acidente. Marinha estuda retirada

O navio, que tem o nome de HSB Gemini 52, está na altura do bairro Porto Velho, em São Gonçalo

Evelen Gouvêa

Um cargueiro com cerca de 3 toneladas de origem desconhecida está naufragando na Baía de Guanabara: é o que alertam motoristas que passam pela BR-101 no sentido Niterói. Na altura do bairro de Porto Velho, em São Gonçalo, o navio com o nome de HSB Gemini 52 chama a atenção pelo grande tamanho e pela proximidade com a chamada Área Recreativa Esportiva e Social (ARES), da Marinha do Brasil, localizada no bairro vizinho de Neves.

O risco, segundo especialistas na área, é de que, se houver algum tipo de carga como óleo ou combustível dentro da embarcação, o conteúdo pode ser despejado na Baía. Ainda não se sabe o nome do dono.

Segundo um profissional da pesca e da navegação que não quis se identificar, a falta de uma iluminação de fundeio, específica para indicar que o navio está naufragando, pode levar a colisão deste com outro navio. Além disso, o proprietário da embarcação pode levar uma multa pela Capitania dos Portos. A situação, segundo ele, não é comum na região e o navio estaria a pelo menos um mês no local.

A Marinha informa que vem procurando uma forma de retirar a embarcação do local onde se encontra. Quando as embarcações em mau estado de conservação e com proprietários identificados encontram-se fundeadas ou atracadas em portos nacionais, sem apresentarem riscos à navegação e ao meio ambiente, a sua remoção é de competência do proprietário legal.

Na beira-mar, a situação também é preocupante. O matagal está alto e o odor, vindo das águas da Baía, afasta as pessoas do local. O lixo está presente tanto na água quanto na areia, que também está suja.

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Comentários

aderbal santos
Mas que demora!! Este navio está ali há pelo menos 1 ano e meio, muito próximo da Ilha comandada pela Marinha e que sedia o Centro de Armas Submarinas. Ou seja, não vigiam nada!!! Tanto o Inea quanto a Capitania dos Portos fecha os olhos pro problema e nada fazem.
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AMARILDO SANTANA DE SOUZA
A fiscalização por parte do ( inea ) só existe quando para apreender uma rede de pesca utilizada para levar um peixe para matar a fome em casa ou para proibir a retirada de água de poço de fundo de quintal para matar a sede. No entanto é conivente com aqueles que promovem e praticam as mais diversas devastações ambientais. Fora inea.
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