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Centro de Memória dos Imigrantes é reinaugurado

Espaço no Complexo Naval da Ilha das Flores pode ser visitado de terça a domingo

Museu na Ilha das Flores funciona das 9 às 17h e a entrada é gratuita

Foto: Lucas Benevides

Em clima de nostalgia foi reinaugurado na tarde deste sábado o Centro de Memória dos Imigrantes, no Complexo Naval da Ilha das Flores, em São Gonçalo. Pelo menos 300 pessoas acompanharam a cerimônia e conheceram a exposição multimídia ‘Casa do Interprete’ e o circuito a céu aberto na ilha. A visitação pode ser feita de terça a domingo de 9 às 17h e a entrada é gratuita.

Durante a inauguração, o coordenador do Centro de Memória dos Imigrantes, Luís Resnik, foi homenageado com a medalha ‘Amigo da Marinha’, concedida pelos Fuzileiros Navais. Ele explicou que o processo de concepção e execução do museu durou cinco anos. Já a exposição foi feita em um período de seis meses por um grupo de nove pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

“Acredito que esse equipamento cultural, ao refletir sobre deslocamentos migratórios e a imigração, possa nos fazer pensar fortemente como chegamos a ser o que somos e o que almejamos enquanto sociedade brasileira. E ao pensar sobre as nossas condições históricas e própria existência, também é o espaço de pensar o que queremos em relação ao mundo, aos estrangeiros e aos imigrantes”, disse. 

Já o Almirante Luiz Corrêa ressaltou a parceria com a Uerj para a montagem do museu e disse que o acervo foi todo cedido por imigrantes. Além disso, ele garantiu que os visitantes serão bem-vindos durante a exposição a céu aberto e que os fuzileiros navais darão todo o suporte durante as visitações.

Criado em 2012, por uma parceria entre a Uerj e a Marinha do Brasil com o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Janeiro (Faperj), a reforma do museu e toda a estrutura da exposição custouR$ 320 mil. 

A área, que funciona como um museu a céu aberto, é um marco na história da imigração e migração do país, já que serviu como local de passagem dos estrangeiros que chegavam ao Brasil entre o final do século XIX e o início do XX, antes destes se mudarem para outras regiões, como Sul e Norte, interior de São Paulo e cidades serranas do Rio

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