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Centro: galpão será demolido

Vinte e seis famílias que vivem no local, que será transformado em polo gastronômico, serão realocadas

Demolição do galpão, localizado no número 987 da Avenida Washington Luis, ainda não tem data marcada

Douglas Macedo

Mais uma etapa para a obra do Mercado Municipal Feliciano Sodré, no Centro, parece estar saindo do papel. A Prefeitura de Niterói vai reassentar 26 famílias moradoras de um antigo galpão no número 987 da Avenida Washington Luís. O local será demolido por fazer parte da área do projeto de revitalização do empreendimento, que deve ter a primeira etapa das obras entregue no segundo semestre de 2019. O Executivo, no entanto, não divulgou a data do início das intervenções. 

De acordo com a Prefeitura, as famílias que vivem no local foram cadastradas pela Secretaria de Assistência Social e inseridas no Programa Minha Casa Minha Vida e aguardam a entrega de empreendimentos imobiliários. Vinte e seis delas vão receber imóveis no empreendimento Poço Largo, na Ititioca, que está em fase final de construção. A previsão em junho, entretanto, era que o local fosse entregue em agosto. 

A notícia de que o antigo galpão seria demolido foi divulgada em agosto deste ano, a partir de um chamamento da prefeitura para escolher a empresa responsável pela intervenção. O Executivo não divulgou se a empresa foi escolhida nem o valor a ser gasto. Na época, moradores da ocupação informaram que receberam a visita de agentes da Assistência Social e da Defesa Civil do município e que já ouviam boatos sobre a possível demolição do espaço, sobretudo após o anúncio de revitalização do mercado. 

Para o casal Jorge Luiz Lima, de 50 anos, e Jussara de Andrade, 60, ambos da ocupação, a possibilidade de ganhar uma nova moradia é satisfatória, mas o medo do desemprego também é grande. 

“Antigamente aqui tinha muito lixo e drogas, mas nós limpamos e fizemos um comércio. As pessoas tinham medo de passar aqui e não têm mais. É neste espaço que moramos e trabalhamos. O desemprego está grande, se vamos morar em outro lugar, também precisaremos de trabalho”, comentou Jorge, que mora no galpão há seis anos, junto da família, quatro adultos e três crianças. 

Em nota, a administração pública informou que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Seden) criou uma comissão de apoio operacional, formada por diversos órgãos públicos e secretarias, para acompanhar todo o processo de construção e implantação do Mercado Municipal. A comissão inclui NitTrans, secretarias de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Habitação, Assistência Social, Planejamento, Gestão Estratégica e Procuradoria-Geral. A previsão é de que a primeira etapa das obras seja entregue no segundo semestre de 2019.

Projeto – O Mercado Municipal Feliciano Sodré, desativado há mais de 30 anos, será reformado e transformado em um polo de gastronomia. A Prefeitura de Niterói, em meses anteriores, divulgou que as obras começariam nos próximos meses, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2019, informação atualizada para apenas a primeira etapa das obras. 

O projeto é fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre a Prefeitura e o consórcio Novo Mercado Municipal de Niterói, vencedor de licitação, com investimento de R$ 65 milhões em três anos, sendo R$ 25 milhões na reforma do atual prédio. A área tem cerca de 9.700 metros quadrados, destes, 3.662 metros quadrados pertencem ao prédio do Mercado Municipal. A obra contará com duas fases. A primeira é a reforma do prédio, que terá a fachada art déco mantida, mas receberá intervenções para o século XXI.

No térreo, o mercado contará com delicatéssens, restaurantes, quiosques de flores, de artesanato e alimentos, entre outros produtos. No mezanino ficarão restaurantes e, no entorno, jardins, um biergarten, onde poderão ser apreciadas cervejas artesanais, e outros restaurantes. Na segunda fase, o entorno do mercado será beneficiado. Serão construídas uma nova praça e um centro cultural e edifício garagem com 300 vagas. 

O prédio contará com reaproveitamento de água de chuva e telhado verde, entre outras medidas de sustentabilidade. A previsão é que o município tenha uma contrapartida fixa mensal de acordo com o sucesso do empreendimento. Além da outorga, uma espécie de aluguel, o município receberá 6% do faturamento mensal.

 
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Comentários

Cleir Victorino Pacheco
EXCELENTE projeto que trará um crescimento econômico para o município, mas a exclusão social permanecerá como dito pelo morador do prédio a ser desocupado. pois depois de ser retirado não terá condições de renda para se manter, tendo em vista a possibilidade de ganhar uma nova moradia pelo município no qual o morador não terá condições de pagar IPTU, ÁGUA, LUZ ou outros encargos públicos, assim, voltará para as ruas ou coisa parecida. causando novamente o problema social. nesse sentido, deveria haver uma parceria do município com a empresa licitante ganhadora do projeto em qualificar integrantes dessas famílias justamente para no mesmo empreendimento, assim, poder trabalhar tanto nas obras quanto no sistema gastronômico.
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Sebastião
Deveriam implementar com o uso da energia solar.
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Luiz Maurício
Já passou da hora. O local é hj um depósito de sucata e gerador de ratos, pombos e mosquitos. Uma visão triste para quem sobe a Ponte no sentido Rio a partir da Marques do Paraná.
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