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Chapa começa a ser retirada de Jurujuba

Surfista se feriu gravemente no objeto há três dias. Segundo moradores, o material seria um grande fragmento de uma embarcação

Três dias após um surfista se ferir gravemente ao cortar a perna em uma chapa metálica, que está enterrada no fundo do praia do Adão, em Jurujuba, a Prefeitura de Niterói iniciou uma operação para retirada do objeto da localidade, na manhã desta terça-feira (12). Segundo moradores, o material seria um grande fragmento de uma embarcação que a maré cobriu e, há cerca de 30 anos, a estrutura oferece risco aos banhistas, que desconhecem a existência do objeto cortante no fundo da praia.

No último sábado, um jovem de 14 anos, morador do bairro de Jurujuba, estava surfando na praia do Adão, quando tropeçou na tubulação e sofreu um corte de 20 centímetros, que paralisou o movimento da perna direita. O adolescente foi encaminhado para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, e levou 50 pontos na perna. De acordo com a avó do surfista, Maria Santana Roza, 54 anos, o jovem sabia da existência do objeto no fundo do mar, mas devido ao aumento da maré o fragmento flutuante foi levado para um outro ponto da praia. 

“Meu neto está acostumado a surfar nessa região, mas nunca é possível saber em qual área da praia a tubulação está, por conta da maré. Há anos esse fragmento está no fundo da praia e muitos banhistas já sofreram cortes graves. Porém, os casos não são divulgados e a Prefeitura nunca colocou uma placa na região indicando a existência do objeto cortante no fundo do mar”, relatou a avó da vítima, ressaltando que o surfista passará por uma cirurgia e será preciso fazer sessões de fisioterapia para retomar o movimento total da perna. 

Um dia após o acidente, representantes do Grupo de Ação das Orlas (GAL), criado há três meses por moradores de Jurujuba com o objetivo de garantir melhorias para as praias do bairro, realizaram uma campanha na internet a fim de solucionar o problema. De acordo com uma das representantes do grupo, Carolina Basílio, 32 anos, a tubulação fixada no fundo da praia é uma questão que preocupa os moradores e afasta os banhistas. Há 10 anos ela sofreu um ferimento, provocado pelo material, enquanto nadava na praia e, desde então, vem lutando para chamar a atenção das autoridades.

Equipes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) e da Águas de Niterói estiveram no local para viabilizar o acesso à praia e iniciaram as escavações. Durante o serviço, um pedaço da chapa, de aproximadamente 30 quilos, foi cortado. Hoje as equipes pretendem retirar todo o material da localidade. A ação está sendo realizada em conjunto com as secretarias Municipal e Estadual de Meio Ambiente. 

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