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Chikungunya: quase 9 mil casos

Confirmações da doença em 2018 já correspondem a mais do que o dobro de todo o ano passado

O número de casos de febre chikungunya registrados este ano pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), no Rio de Janeiro, chegou a 8.963. Os dados são de janeiro a abril e já correspondem a mais do que o dobro de todo o ano passado, quando foram 4.305 casos. De janeiro a abril de 2017 foram infectadas 2.065 pessoas.

O médico Alexandre Chieppe, da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, disse que o aumento já era esperado, uma vez que o vírus nunca circulou no estado e, portanto, a população não tem imunidade a ele.

“A situação da chikungunya no estado, já era uma preocupação, devido ao baixo padrão de imunidade da população. Como é um vírus novo, a população é toda susceptível. Isso é um ingrediente importante no componente de altas transmissões de chikungunya. A gente vem se preparando há algum tempo, desde 2014 já vínhamos monitorando o que estava ocorrendo no Brasil e já esperávamos a possibilidade da entrada e circulação mais intensa no país”.

Chieppe destaca que não se pode caracterizar a situação como uma epidemia de chikungunya, mas, sim, casos de surtos isolados da doença, que não se espalhou por todo o estado. “Temos uma transmissão isolada em pontos de alguns municípios, mas não há uma transmissão em todo o estado. Então, eu diria que temos surtos isolados da doença em algumas localidades. Não chega a ser uma epidemia, que é mais abrangente no tempo e no espaço, ou seja, que dura mais tempo e abrange mais território”.

O médico citou aumento de casos em Niterói, em alguns bairros do Rio, em São Gonçalo e em Nova Iguaçu, na baixada fluminense. Ele lembrou que a primeira notificação da febre chikungunya no país ocorreu em 2014, em Feira de Santana, na Bahia, e depois se espalhou pela Região Nordeste. Apesar do aumento considerável em relação ao ano passado, a partir de agora, o número de casos tende a cair, devido à sazonalidade da transmissão da doença, que segue o mesmo padrão da dengue, pois tem o mesmo mosquito vetor, o Aedes aegypti.

“A tendência agora já é diminuir muito a transmissão, a partir da segunda quinzena de junho, em julho, e eventualmente voltaremos a observar aumento de transmissão lá pelo mês de dezembro. É isso que, historicamente, acontece com a dengue e com as outras arboviroses urbanas. Tem relação com a chuva e com a queda da temperatura, isso tudo facilita a diminuição da população de mosquito e a menor atividade do vírus”.

Os casos de dengue também aumentaram este ano. De janeiro a abril do ano passado, foram 6.162 registros e, no mesmo período deste ano, chegaram a 8.007, um aumento de 29,9%. Em todo o ano passado, foram registrados 10.697 casos de dengue. Apesar do aumento, Chieppe disse que a variação está normal para os períodos interepidêmicos.

Segundo o médico, o estado caracteriza como epidemia quando é ultrapassada a marca de 50 mil no ano, como em 2016, quando ocorreram 72 mil casos apenas entre janeiro e julho. Ao todo, naquele ano ano foram registrados 1.483.62 casos de dengue e, em 2017, o número caiu para 251.711.

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Comentários

mary mary
A falta de fiscalização por parte das prefeituras também colabora com essa situação, como por exemplo, os inúmeros lavajatos clandestinos que se instalaram nas ruas de Niterói que deixam as ruas com quantidades imensas de água dia e noite, isso faz com que os focos de mosquitos só aumentem. A prefeitura de Niterói precisa urgentemente fiscalizar e retornar sempre para observar quando retiram esses lavajatos clandestinos, não basta ir apenas uma vez como fizeram na travessa santo antonio, no bairro de São Lourenço, no mesmo dia que retiraram todos já estavam de volta no final da tarde.
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