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Ciclomobilidade vira alvo de críticas

Reclamações de usuários vão desde promessas relativas ao projeto a pedidos de ajustes na sinalização e bueiros

O lado do Cafubá é o que tem sido alvo das maiores reclamações dos ciclistas

Foto: Evelen Gouvêa

Pronto para o tráfego de veículos automotores, o Túnel Charitas-Cafubá ainda precisa de ajustes para melhor receber os ciclistas, que apontam estruturas incompletas para o fluxo de bicicletas. Segundo relatos, a parte mais crítica é a do Cafubá, tanto em termos de acesso quanto dentro da galeria que dá acesso à Zona Sul. As reivindicações vão desde exigências de que promessas relativas ao projeto das ciclovias sejam cumpridas a pedidos de ajustes em bueiros e sinalização. Em São Francisco, ciclistas precisam subir na calçada, na altura da Praça do Soldado, para seguir no sentido Centro, uma vez que não há ciclofaixa no local.

O coletivo de ciclomobilidade Pedal Sonoro está chamando a atenção para a estrutura da ciclovia, que foi inaugurada no sábado (6), contudo, precisa de ajustes para melhor atender os usuários. Integrante do movimento de cicloativismo, Luis Araújo apontou ainda alguns defeitos encontrados por quem atravessa as galerias de bicicleta. 

“Os bueiros têm tampas que são inadequadas por conta da posição, e oferecem riscos à segurança dos ciclistas. Das duas, uma: ou troca o equipamento, ou muda a orientação da tampa. Em alguns trechos, a parede avança sobre a ciclovia, isso precisa ser sinalizado”. 

Também seguem pendentes os cinco bicicletários – com 200 vagas cada um – prometidos para a Região Oceânica. O prefeito Rodrigo Neves garantiu que a região seria a próxima a receber equipamento para ciclistas nos moldes do Bicicletário Arariboia. 

Para o jornalista Alexandre Mattoso, de 42 anos, o túnel é uma obra aguardada pelos niteroienses, mas ainda precisa de ajustes, principalmente nos acessos às galerias João Sampaio e Luiz Antônio Pimentel. 

“No Cafubá, a sinalização acaba, ainda tem muita cratera na calçada. Chega um momento em que a ciclovia acaba, sem indicação alguma”, disse. 

O petroleiro Edmilson Sorrentino, de 32 anos, aponta o trecho de acesso ao túnel pela Região Oceânica como o mais prejudicado em termos de estrutura. 

“Dentro do túnel ainda tem muito cimento, muito pó de obra. Do lado do Cafubá, em alguns trechos é preciso saltar da bicicleta. O positivo é que tem uma mão em cada galeria, então, mesmo que seja estreito, não existe o risco de duas bicicletas seguirem em sentidos opostos”, disse. 

No ano passado, o então vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, visitou o túnel ao lado e informou que o local teria um sistema de proteção aos usuários com cobertura de vidro e um sistema de ventilação, filtragem e exaustão. No entanto, o prefeito Rodrigo Neves informou que apesar de não constar no projeto inicial, ele estuda a possibilidade de implantação.

Procurada, a assessoria da Prefeitura municipal informou que a sinalização vertical e horizontal indicando mão única nas duas galerias do túnel, para impedir bicicletas seguindo em direções contrárias, ainda não foi instalada. Em relação aos trechos ainda sem ciclovia, o Executivo pontuou que “toda a TransOceânica, de Charitas ao Engenho do Mato, terá ciclovia nos dois sentidos. A implantação da ciclovia segue o cronograma da obra”. Enquanto isso, os bicicletários prometidos para a Região Oceânica de Niterói seguem sem definição sobre locais e início de construção.  

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