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Combate à dengue avança

Mais cinco bairros de Niterói serão contemplados em setembro, com mosquitos com Wolbachia

Objetivo da iniciativa comandada pela Fiocruz é diminuir ainda mais os números de casos provenientes do Aedes aegypti no município

Marcelo Feitosa

O WMP Brasil avança em Niterói e cinco novos bairros começarão a receber os mosquitos com Wolbachia, aliados no combate à dengue, Zika, chikungunya. Fonseca, Engenhoca, Cubango, Santana e São Lourenço entram na lista dos locais que receberão Aedes aegypti com Wolbachia.

Esta metodologia inovadora, sem fins lucrativos, autossustentável e complementar, que ajuda a reduzir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti começa a ser implementada nestes bairros no início de setembro. As liberações dos mosquitos serão feitas durante 16 semanas por técnicos da Fiocruz, em carro identificado e também por Agentes de Saúde da Prefeitura de Niterói, em pontos mapeados e pré-determinados.

Após algumas semanas de liberação, armadilhas usadas para capturar mosquitos serão instaladas em residências e estabelecimentos disponibilizados por voluntários. O objetivo é monitorar o estabelecimento da população de Aedes aegypti com Wolbachia.

As liberações de mosquitos são precedidas por uma série de ações educativas e de comunicação com o objetivo de informar a população sobre o método Wolbachia. Esta etapa tem o apoio e a participação de parceiros do WMP nos bairros, como lideranças comunitárias e associações de moradores, unidades de saúde, escolas e organizações não-governamentais.

De acordo com o líder do WMP no Brasil, Luciano Moreira, o método utilizado é seguro para as pessoas e para o ambiente. “Não há risco de interferência deste trabalho em outras pesquisas e ações que visam o controle dos mosquitos e de doenças transmitidas por eles. Nosso objetivo é proteger as comunidades destes municípios dessas arboviroses”.

Mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika, chikungunya. Ao serem soltos na natureza se reproduzem com os mosquitos de campo e geram Aedes aegypti com as mesmas características, tornando o método autossustentável. Esta iniciativa não usa qualquer tipo de modificação genética e tem apresentado efeitos reais na sociedade niteroiense.

 
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