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Comitê Rio 2016 conhece centro de memória em SG

Ilha das Flores é certificada como equipamento de interesse turístico para o RJ

Autoridades conheceram o Centro de Memória da Imigração, que fica na Ilha das Flores, em São Gonçalo

Foto: Clarice Castro/Palácio Guanabara

Cercado de histórias sobre a imigração no Brasil, o Centro de Memória da Imigração, localizado no Complexo Naval da Ilha das Flores, em São Gonçalo, foi apresentado a representantes do Comitê Rio 2016, Empresa Olímpica Municipal e Autoridade Pública Olímpica. A visita foi organizada pelo secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola, e o secretário de Turismo, Nilo Sérgio.

O Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores foi criado em 2012, por uma parceria entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Marinha do Brasil com o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Janeiro (Faperj). “A Ilha das Flores foi a porta de entrada dos imigrantes, já que sediou a primeira hospedaria de imigrantes do país. Durante esta visita, viemos trabalhar para resgatar essa memória e pensarmos em formas de repassá-la para que a população possa conhecer um pouco mais da sua história e cultura. Milhares e milhares de famílias passaram por aqui e pouca gente sabe dessa realidade”, ressaltou o secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

“Após essa visita, a Ilha das Flores foi certificada como equipamento de interesse turístico para o Estado do Rio de Janeiro, reafirmando a potencialidade turística e cultural do local e colaborando para que todo esse patrimônio seja partilhado com cada vez mais visitantes, nacionais e internacionais”, disse o secretário de Turismo, Nilo Sérgio.

Para a diretora de Cultura do Comitê Rio 2016, Carla Camurati, a visita foi uma grande surpresa. “Temos muito a fazer. Será um ganho para o Estado do Rio de Janeiro descobrir o que tem na Ilha das Flores e um privilégio ter a chance de apresentar isso para os nossos visitantes”, afirmou Camurati. 

Em novembro, com a assinatura do protocolo de cooperação com o Museu Nacional da Imigração Ellis Island, de Nova York, o Museu de Imigração da Ilha das Flores entrou para o circuito internacional de instituições destinadas ao tema. “Acredito que esse equipamento cultural, ao refletir sobre deslocamentos migratórios e a imigração, possa nos fazer pensar fortemente como chegamos a ser o que somos e o que almejamos enquanto sociedade brasileira. E ao pensar sobre as nossas condições históricas e própria existência, também é o espaço de pensar o que queremos em relação ao mundo, aos estrangeiros e aos imigrantes”, disse o professor da Uerj e coordenador do Centro de Memória da Ilha das Flores, Luís Resnik.

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