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Competição exalta a história de Itaboraí

Mais de 750 estudantes estão participando de olimpíada realizada pela Secretaria de Educação e Cultura do município

Os alunos contam com o apoio e orientação dos professores de História.

Foto: Divulgação

Ampliar o conhecimento sobre Itaboraí, suas origens e sua cultura, de um modo divertido e desafiador. Esse é o objetivo da Olimpíada da História de Itaboraí (OHI), que está em sua segunda edição, e tem como tema “O itaboraiense Joaquim Manoel de Macedo e sua importância para a literatura nacional”. Organizada pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a disputa, já em andamento, é direcionada aos alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal.

Realizado no formato competitivo entre equipes de alunos, a ação incentiva a busca de informações e propaga o conhecimento de fatos sobre a cidade antes restritos a um número limitado de livros ou ao conhecimento de alguns poucos moradores. Entre conteúdos abordados na olimpíada estão os aspectos culturais, a trajetória de cidadãos de Itaboraí que desempenharam papel importante no cenário nacional e as lendas que fazem parte do cotidiano das comunidades. Das 155 equipes inscritas na competição, cinco já estão classificadas para disputar a final, no dia 18 setembro. As unidades que terão alunos na última etapa são as Escolas Municipais Guilherme de Miranda Saraiva, Marly Cid Almeida de Abreu, Clara Pereira Oliveira e Jornalista Alberto Torres, que conseguiu classificar duas equipes.

Se para muitos assimilar datas e fatos é um tanto quanto tedioso, para os 755 alunos inscritos na olimpíada, a prática virou sinônimo de aprendizado e diversão. É o que conta Júlia Ramos, de 12 anos, aluna da E.M. Clara Pereira Oliveira, que pelo segundo ano conta com uma equipe na final.

“É uma boa experiência. Foram quatro etapas até a final, todas feitas em grupo. Para isso, tivemos que ficar mais tempo na escola. Após a aula, ficávamos lendo os textos na biblioteca e depois fazíamos as atividades no computador. Os professores foram fundamentais para que conseguíssemos avançar”, disse a jovem.

Outra fanática por livros, e que também está na final da competição, é a aluna Beatriz Villasanin, de 14 anos. A fascinação por livros de terror, ficção e até mesmo romances, fez que com a estudante não encontrasse dificuldade com os conteúdos que tratam das lendas de Itaboraí.

“A lenda que mais me chamou a atenção na história de Itaboraí foi a de um escravo inocente que foi castigado. Após morrer por conta disso, o distrito de Porto das Caixas, onde ele foi maltratado, entrou em decadência. Se eu não estudasse, não ficaria sabendo disso”, contou.

Para a professora Elizabeth Berriel, que junto de outras colegas auxiliaram os alunos da Escola Clara Pereira Nunes, a Olimpíada de História veio para estimular a fixação do conhecimento adquirido pelo aluno na sala de aula.

“Preservar a cultura e a história é valorizar aquilo está bem perto da gente. Conhecendo melhor o passado, as suas origens e seus aspectos culturais, interpretamos melhor as questões do presente e os desafios do futuro. Nesse sentido, a competição tem cumprindo o seu papel, conciliando diversão e interatividade sem perder o foco no aprendizado”, destacou.

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