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Cresce o número de atendimentos no PSSG

Moradores do município de Itaboraí procuram atendimento médico após fechamento do Hospital Municipal Desembargador Leal Junior

Nas últimas semanas, moradores do município de Itaboraí tem procurado atendimento médico no pronto socorro de São Gonçalo (PSSG). Diariamente, a unidade atendia cerca de 700 pacientes. Mas este número saltou para quase 1.100, um aumento de cerca de 40%. A causa da superlotação no PSSG é devido ao fechamento do Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, que segundo funcionários, está com salários atrasados há três meses.

Na manhã desta quinta-feira (06), a dona de casa Gildaci Monteiro, de 54 anos, era uma das pacientes que buscou atendimento na unidade de urgência e emergência de São Gonçalo. "Estou com muitas dores pelo corpo. Ontem tive febre e não conseguia levantar da cama. Meu filho me pegou e me trouxe aqui, porque nosso hospital está fechado", explicou a paciente moradora do bairro de Ampliação.

Hipertensa, a balconista Marli Soares, de 46 anos, moradora de Cabucu, também não pensou duas vezes: " Pedi ao meu marido para me trazer aqui para o pronto socorro de São Gonçalo. Estou com uma dor de cabeça insuportável e sei que não conseguiria atendimento no hospital de Itaboraí. Aqui já estou sendo atendida e medicada. Graças a Deus".

Com o aumento na demanda de pacientes, o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Social, da Saúde e Profissional (Idesp), que administra o pronto socorro de São Gonçalo há seis meses, aumentou a quantidade de medicamentos e insumos em sua farmácia e almoxarifado nas últimas semanas. "Todos os pacientes estão sendo atendidos. Está ocorrendo uma demora um pouco maior na classificação de risco, mas nenhum atendimento é negado. Estamos atentos a qualquer alteração na rotina do pronto socorro, única unidade de urgência e emergência de São Gonçalo que funciona no regime porta aberta", garantem os diretores do Idesp.

Plantonista no hospital de Itaboraí, um médico, que pediu para não ser identificado, garantiu que no próximo dia 20 completa quatro meses sem salário. "É uma situação muito complicada, tanto para os funcionários como para os pacientes. Continuo indo aos plantões, porque trabalho no CTI e não tenho como abandonar os pacientes. Mas a situação está se agravando cada vez mais. Ainda não vimos uma luz no final do túnel".   

Nos últimos seis meses, o pronto socorro de São Gonçalo contabiliza a marca de 102.216 pacientes atendimentos neste período. Paralelamente, foram realizados 167.832 exames de sangue, urina e fezes; 3.789 tomografias computadorizadas; 32.082 raio x de cabeça, tronco ou membros; 13.222 endoscopias digestivas e 12.633 eletrocardiogramas.

Todo o atendimento neste período foi realizado por técnicos e enfermeiros e pessoal administrativo hoje contratados através do regime CLT (carteira assinada) e 220 médicos, entre clínicos, ortopedistas, cirurgiões, intensivistas, anestesistas, dentistas, cardiologistas, além de assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos, contratados através de regime PJ (Pessoa Jurídica).

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