NITERÓI/RJ
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Danielle Machado e Thaynara Menezes: A 'magrela' é solução para a mobilidade?

O congestionamento de automóveis nas ruas gera graves consequências para a sociedade, como maior tempo de locomoção e poluição sonora e do ar. Essa “imobilidade urbana” gera problemas psicológicos, estresse, aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e respiratórias.
 
No longo prazo, o uso de combustíveis fósseis impõe custos para as gerações futuras, como as mudanças climáticas. Transportes coletivos e opções sustentáveis, como a bicicleta, são alternativas. Porém, é preciso usar o espaço urbano voltado para pedestres e ciclistas. 

O uso da magrela para trabalho, estudo, compras e lazer depende da presença de ciclovias, sinalização e bicicletários. No caso de Niterói, em um raio de 5 quilômetros da estação das barcas há diversos bairros cujos moradores são potenciais usuários no trajeto casa-centro. Em 2009 a cidade sequer possuía ciclovias, mas hoje há um programa de incentivo chamado Niterói de Bicicleta, que já conta com 35km de vias cicláveis, com previsão de 60km no ano de 2020, além de possuir um bicicletário de uso gratuito ao lado do terminal das barcas. 

As dificuldades persistem: as ciclofaixas não são conectadas e algumas vias cicláveis não são separadas dos veículos. Porém, os custos de saúde e ambientais com o uso de automóveis são grandes, daí ser crucial repensar as cidades de forma mais inteligente, permitindo o uso da magrela na locomoção diária da população.

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