NITERÓI/RJ
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Desemprego: Caxias, SG e Niterói no topo da lista

Afetado pela crise econômica dos últimos anos, o setor de construção civil é o que vem sofrendo mais perda de empregos: em um ano, 1,6 mil vagas fechadas

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Nos últimos 12 meses, foram fechadas quase 1,4 mil vagas de trabalho formais em Niterói. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Essa é a terceira maior perda no Estado, considerando 49 municípios com mais de 30 mil habitantes. Em primeiro lugar no ranking negativo está Duque de Caxias, que fechou 2.224 postos de trabalho, e em segundo está São Gonçalo, com 1.581 vagas fechadas.  

Entre as cidades que mais criaram oportunidades com carteira de trabalho assinada está a capital fluminense, com um saldo positivo de 3.215. Em seguida, São João da Barra (2.315), Volta Redonda (2.204) e Teresópolis (1.667). Entre as cidades do Leste Fluminense, impulsionada pela volta das atividades no Comperj, Itaboraí vem se recuperando da crise, com a criação de 1.568 empregos, ficando em quinto lugar no Estado. Na nona posição está Maricá, com a abertura de 936 novas vagas.  

No período de um ano, Niterói teve mais demissões do que contratações. Foram 47.547 admissões e 48.936 desligamentos, o que implicou no fechamento de 1.389 vagas formais de trabalho. Nesse período, o mês com o resultado mais negativo foi o de junho, com a perda de 849 postos de trabalho. 

Contrariando a tendência, em fevereiro Niterói conquistou um índice positivo, com 4.110 admissões e 3.827 demissões, gerando a abertura de 283 vagas. Esse cenário, no entanto, não ocorreu em janeiro, quando foram registradas mais demissões do que contratações: 4.615 contra 3.536, respectivamente. Isso mostra que o mercado de trabalho niteroiense iniciou mal o ano de 2019, com o fechamento de mais de 1 mil vagas. 

CONSTRUÇÃO: DEMISSÕES
O setor da construção civil é o que mais vem sofrendo os efeitos da crise econômica que afeta o país. Nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, mais de 1,6 mil postos de trabalho na área foram fechados em Niterói. No acumulado, foram mais demissões (4.227) do que admissões (2.581). No mês passado, essa tendência continuou: 311 desligamentos e 234 contratações, um saldo negativo de 77 vagas fechadas. 

A indústria de transformação perdeu 111 postos formais no período de um ano, com 2.819 demissões e 2.708 admissões. Em contrapartida, em fevereiro o setor fechou o mês positivo, com 117 novas vagas. 

Depois de fechar os últimos 12 meses com um saldo positivo de 114 vagas, o comércio entrou em declínio. Em fevereiro, houve mais desligamentos (1.213) do que contratações (1.035), o que implica na perda de 178 postos de trabalho com carteira assinada. 

O setor de serviços é o que tem a melhor avaliação em Niterói. Foram abertas 296 vagas nos últimos meses, com 26.336 contratações e 26.040 demissões. No mês passado, a área terminou com um saldo positivo de 420 vagas, resultado de 2.519 admissões e 2.099 desligamentos. 

EXPECTATIVA DE CONTRATAÇÕES 
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Niterói, Luiz Paulino Moreira Leite, não confirmou os números do Caged, mas explicou que a perda de vagas é comum após as festas natalinas, com as demissões de temporários. No entanto, ele confirmou que a cidade teve uma queda, nos últimos dois anos, de postos de trabalho na indústria naval e construção civil, em função do cenário e reflexo da crise nacional. 

Apesar disso, segundo Luiz Paulino, Niterói espera abrir 15 mil postos de trabalho. Ele citou ações da prefeitura que vão incentivar esse movimento, entre elas a dragagem do Canal de São Lourenço, cujo Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) foi entregue recentemente ao Instituto Estadual do Ambiente, além da reforma do Mercado Municipal Feliciano Sodré. 

“A dragagem do Canal de São Lourenço também abrirá espaço para a construção de um novo entreposto de pesca. O empreendimento promete colocar a cidade como a primeira no ranking do País em captura, exportação e distribuição em grande escala de pescado industrial”, detalhou Moreira Leite.  

A Casa do Empreendedor, segundo o secretário, foi outra iniciativa que permitiu aos niteroienses a abertura de negócios próprios. Hoje já são mais de 11 mil microempreendedores individuais formalizados. 
 
Maricá – Segundo a Prefeitura de Maricá, a abertura de vagas na cidade é resultado de medidas que incentivam a criação de empregos formais, como a contratação do Serviço Nacional da Indústria (Senai) para a oferta de cursos gratuitos de qualificação.  

“Esse comportamento na economia pode ser medido pelos resultados dos últimos 12 meses, com o emprego com carteira assinada tendo crescido 7,2% na cidade contra 0,5% no estado e 1,5% a nível nacional. Só o setor de construção civil respondeu por 17,5% desse total, algo que também funciona como um indicador de crescimento econômico”, destacou o Executivo.

Itaboraí – A Prefeitura de Itaboraí disse que a volta do Comperj teve grande influência no aumento de emprego no município. O Executivo afirmou que realiza parcerias com as subcontratadas da Petrobras, que prestam serviços ao Complexo Petroquímico, e ainda com instituições privadas, para obtenção de vagas. 


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