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Diagnóstico descarta morte por febre amarela em SG

Após a divulgação do diagnóstico laboratorial de óbito da fotógrafa gonçalense Maria Marli Brito da Silva, de 48 anos, que faleceu no último dia 21 na Unidade Municipal de Pronto Atendimento (Umpa) da Nova Cidade, foi descartada a hipótese da morte ter sido causada por febre amarela. O diagnóstico, divulgado nesta terça, foi elaborado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio (Lacen-RJ) e apontou que a causa do óbito foi derivada de uma pancreatite aguda. Moradora do bairro Porto do Rosa, Marli faleceu cerca de cinco horas após dar entrada na unidade hospitalar por suspeita de febre amarela.

Segundo o secretário municipal de Saúde de São Gonçalo, Dimas Gadelha, o resultado negativo “alteraria toda a política de prevenção no Estado do Rio, uma vez que não é registrado um caso da doença em áreas urbanas há mais de 70 anos em todo o Brasil”.

Vacinação - Apesar do aumento na oferta de vacinas fracionadas contra a febre amarela por parte da prefeitura de São Gonçalo, a maior parte da população ainda não aderiu à campanha de prevenção. Segundo dados da própria prefeitura, apenas  300 mil já se imunizaram desde o início da campanha, cerca de 40% da meta, sendo este o pior indíce registrado em toda a Região Metropolitana do Estado do Rio, que contrasta com a média de 60% alcançada nos demais municípios da região.

Desde o último sábado, com o objetivo de atender um maior número de gonçalenses, a prefeitura ampliou os horários de atendimento das duas Umpa’s, localizadas nos bairros do Pacheco e de Nova Cidade. As unidades, que funcionavam de 8h às 17h, ficarão abertas de 8h até as 22h até esta sexta-feira.

“A população precisa procurar pelo atendimento, mas muitas, independentemente da escolaridade, não demonstram interesse. O fato de que muitos gonçalenses moram em áreas dominadas pelo tráfico também atrapalha a adesão”, disse uma funcionária da secretaria municipal de Saúde, que preferiu não se identificar.

O município possui cerca de 50 pontos de vacinação. No último sábado, ao longo do dia D de vacinação, a prefeitura aplicou aproximadamente 15 mil doses da vacina, atingindo apenas 30% dos 50 mil gonçalenses esperados. Nos dias comuns, em média, estão sendo vacinados apenas 8 mil moradores. A meta do prefeito José Luiz Nanci e do secretário Dimas Gadelha era de vacinar pelo menos 10 mil pessoas diariamente.

Hemorio – O Hemorio recebeu mais de 3,5 mil candidatos à doação de sangue em seis dias de vacinação contra a febre amarela. No total, foram aplicadas 2,4 mil doses da vacina e foram coletadas 2,6 mil bolsas de sangue no hemocentro. Antes da ação, a média diária de bolsas coletadas, em janeiro de 2018, era de 190 bolsas.

“A nossa mobilização no Hemorio foi muito importante porque ampliou a possibilidade de doação e garantiu estoque de sangue. É fundamental que as pessoas se vacinem, mas a doação de sangue salva vidas e não pode parar”, alertou o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

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