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Educação: paralisação com data e hora marcadas em SG

Categoria aguarda reajuste para não cruzar os braços a partir do dia 30

A próxima assembleia, que vai acontecer no dia 30, será realizada no Colégio Municipal Presidente Castello Branco

Foto: Evelen Gouvêa

Profissionais da educação de São Gonçalo agendaram para o próximo dia 30, junto a uma paralisação de 24h, a assembleia que decidirá se entram em greve no município a partir da volta às aulas em agosto. A categoria aguarda desde maio, data do primeiro prazo, o cumprimento de um acordo entre o Ministério Público e a Prefeitura que garante 11% de reajuste salarial até julho. 

Durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (12), no Colégio Municipal Presidente Castello Branco, no Boaçu, ficou decidido que, caso não conste no contracheque dos funcionários o aumento salarial, que tem prazo final de cumprimento em julho, a categoria não voltará a trabalhar no dia 30, quando está programada a volta às aulas. 

Segundo a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de São Gonçalo, Maria do Nascimento, os organizadores do movimento foram chamados pela chefe de gabinete e primeira-dama Eliane Nanci na sede do Executivo, após uma manifestação, para debaterem o assunto na última quarta-feira (11), porém, a questão não foi resolvida. 

“Ela nos disse que está aguardando uma decisão do Ministério Público, mas que vão cumprir o acordo. Se a decisão do MP já saiu em 2015, estão esperando mais o quê? Vamos entrar em contato com eles para saber a veracidade dessa informação”, disse. 

Professora da rede municipal de ensino de São Gonçalo há 18 anos, Beatriz Campos Santos afirma que a educação nunca ficou neste estado, com falta de professores e defasagem salarial. Além disso, ressalta que as escolas não têm estrutura predial e de mobiliário de qualidade para atender as crianças. 

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo disse através de nota que a Secretaria Municipal de Educação está empenhada em melhorar as condições de trabalho de toda a rede através do atendimento direto com cada escola. Já quanto às reivindicações salariais, o secretário municipal de Educação, professor José Augusto Nunes, reitera que não houve quebra no acordo com a categoria, mas que é preciso cumprir os trâmites legais, com a devida autorização da Câmara Municipal sobre a questão do aumento da despesa.

Sobre este assunto, a Câmara Municipal de São Gonçalo informou não ter recebido mensagem referente ao reajuste da Educação. Até o fechamento da edição, o Ministério Público não havia se pronunciado sobre o acordo. 

A nova assembleia que definirá pela greve ou não está programada para o dia 30 de julho, às 10h no Colégio Municipal Presidente Castello Branco, no Boaçu. Caso o movimento seja aprovado, neste dia também será definido o calendário da greve.

Memória - Profissionais e responsáveis de alunos da rede municipal realizaram protestos em frente à Prefeitura, no centro da cidade, e uma paralisação de 24 e 48 horas por conta do baixo salário que recebem e de uma “quebra de acordo” entre a Prefeitura de São Gonçalo e o Ministério Público no dia 20 de junho e na última quarta-feira (11).

O acordo firmado entre a Prefeitura de São Gonçalo e o Ministério Público previa a adequação do salário ao piso nacional de professores ao longo dos meses. Em maio, o aumento deveria ser de 2,25% e em julho, de 9,25%, o que não aconteceu em ambos os meses. O ocorrido foi considerado pelos funcionários como uma quebra de acordo, suscitando as paralisações e a possível greve.

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