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Estudantes de São Gonçalo esbanjam talento na NASA

Eles participaram de competição com projeto de veículo para missões espaciais

Alunos do Colégio Santa Terezinha viveram experiência incrível em solo americano, onde colocaram em ação veículo que eles produziram para superar os terrenos com obstáculos de outros planetas e luas

Divulgação

Conhecida pelos foguetes que envia para o espaço, a National Aeronautics and Space Administration (NASA) também realiza há 25 anos o “Rover Challenge”, uma competição que visa estimular o interesse dos jovens pela área que eles chamam de Stem – sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática – e pela pesquisa aeroespacial. O evento, que acontece no U.S. Space & Rocket Center, na cidade de Huntsville, no estado do Alabama, este ano teve como um dos seus destaques o Colégio Santa Terezinha, de São Gonçalo, que classificou em sétimo lugar um projeto desenvolvido por seus alunos.

“Foi uma experiência incrível. Mas na verdade, não ficamos tão surpresos com o resultado, pois sabíamos que nosso projeto estava entre os melhores do evento”, revela o líder da equipe de 11 estudantes Rafael de Almeida, de 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio do colégio.

O Nasa Rover Challenge é dividido em duas categorias: Ensino Médio e Universitário. Trata-se de uma competição que envolve um desafio técnico e uma corrida de obstáculos e tarefas. Cada equipe é convocada a planejar, desenhar e construir seu próprio rover – um quadriciclo de características especiais exigidas pela NASA – e depois dirigi-lo por um percurso que simula missões espaciais. 

“A ideia partiu de uma aluna da escola, Rafaela Bastos Costa, que se formou em 2016 e agora estuda em uma universidade americana. Ela descobriu a competição na internet, verificou os requisitos e necessidades, e, com o apoio do colégio, montou a equipe e desenvolveu o projeto. Em 2017, o Brasil nem mesmo figurava como opção no formulário de inscrição da agência espacial americana. Foi necessário a escola pedir à Nasa a inclusão. Para a competição de 2019, montamos um novo time de alunos escolhidos por seleção pública, que se empenhou diariamente na reestruturação do rover levado, batizado de ‘Spacetroopers Brasil’”, explica Lucia Helena Bastos Vieira de Souza, diretora-geral da escola.

Os rovers precisam ser movidos por força humana e carregar dois estudantes, um menino e uma menina, por esse percurso cheio de obstáculos, que tenta reproduzir as dificuldades que astronautas teriam em missões por terrenos extraterrestres como crateras, depressões, inclinações, terrenos arenosos e rochosos.

“Construir esse projeto e correr atrás da divulgação de nossa história e de patrocinadores que pudessem nos ajudar foi um grande desafio. Fizemos bazares e rifas. Participamos de um programa de televisão, tivemos ajuda de algumas empresas e de colaboradores voluntários, através de uma campanha de financiamento coletivo pela internet. Fomos a primeira instituição de ensino brasileira a participar desse evento”, destaca Lúcia.

Cada equipe teve um tempo máximo de prova de 7 minutos, no qual deve percorrer o trajeto definido pela competição e arrecadar o maior número de pontos em obstáculos transpostos e tarefas realizadas, num esforço físico e estratégico, onde um planejamento prévio faz toda a diferença.

“O colégio busca incentivar seus alunos a participar de olimpíadas de conhecimentos nacionais e estrangeiras com o objetivo de oferecer experiências além do currículo tradicional. Foi trabalhoso e de extrema responsabilidade levar alunos para participarem desse projeto. Exige organização, logística, apoio e confiança. Nossa meta de ficar entre os 10 melhores colocados na competição foi atingida, e ficamos muito felizes com o resultado. Pretendemos continuar o projeto e precisamos sempre de colaboradores e parceiros. Nossa meta para 2020 é ficar entre os 3 primeiros”, conclui a diretora.

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