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Contra cortes, UFF ganha as ruas

Cerca de 5 mil manifestantes saíram do campus do Gragoatá em protesto e seguiram até as Barcas

Alunos fazem manifestação em prol da Educação Pública

Marcelo Feitosa

Milhares de docentes e discentes tomaram conta das ruas de Niterói

Marcelo Feitosa

Estudantes de graduação e pós-graduação de diversos cursos da Universidade Federal Fluminense (UFF), através do Conselho de Centros Acadêmicos, além de funcionários e simpatizantes, realizaram uma grande manifestação que tomou o Centro de Niterói na tarde desta quarta-feira (8).

O ato, que começou por volta de 17h, com concentração no campus do Gragoatá às 16h, tomou as ruas da cidade com o objetivo de demonstrar a importância da instituição, que se posiciona contra o corte de verbas anunciado na última semana pelo MEC, que retirou 30% do orçamento previsto para a universidade. 

É o que relembra Mariana Dias, presidente da União Nacional dos Estudantes, que disse que as justificativas para os cortes do governo na educação são absurdas. 

“Assim como em Niterói, os estudantes estão lutando em todo o Brasil contra os cortes na educação e principalmente pelo nosso futuro. Eu acredito que as justificativas para esses cortes são absurdas, pois uma universidade como a UFF, por exemplo, que tem creches, colégio de aplicação, cursos de graduação, desenvolvimento de tecnologia, entre outras coisas, é uma universidade que pensa no desenvolvimento não só de Niterói, mas também do Rio e do Brasil. Infelizmente, a universidade, segundo eles, é uma balbúrdia. Bolsonaro, ao fazer isso, se torna inimigo da educação e dos estudantes. Estamos juntos para provar que não somos balbúrdia,” disse.

Inúmeros cartazes contrários à decisão, divulgada na última semana pelo MEC, passavam pelas mãos dos estudantes durante o protesto. Em muitos deles as palavras “Resistência”e “Luta” estavam presentes, demonstrando que os estudantes se uniram para apoiar a mesma causa. Através de gritos de ordem os alunos defenderam a UFF como o futuro das novas gerações, como explicou Gabriel Kelly, estudante de História, que também marcou presença no protesto. 

“Eu não podia deixar de vir, como estudante da UFF, para defender o futuro das próximas gerações que venham a ingressar em uma faculdade pública. Estou lutando pelo direito dos meus filhos e netos terem acesso a uma universidade gratuita e de qualidade. O conhecimento precisa continuar sendo transmitido dessa forma, para que as pessoas não precisem pagar para ter acesso a uma educação de qualidade,” afirmou

Milhares de pessoas, incluindo alunos, ex-alunos e professores, participaram do protesto que só terminou em frente a estação das barcas, local de grande movimentação de pessoas. Por onde a manifestação passava, pedestres e moradores dos prédios do entorno também demonstraram apoio à universidade. O protesto contou com a presença de pessoas de diversas idades. 

A marcha se iniciou no Campus o Gragoatá, passou pela Rua Visconde do Rio Branco e seguiu até a Rua da Conceição. De lá, acessaram a Av. Ernani do Amaral Peixoto e ao chegarem próximos à Câmara Municipal a via precisou ser interditada. Por conta da grande quantidade de pessoas, Guardas Municipais, agentes da Niterói Transporte e Trânsito (Nittrans) e policiais militares foram ao local para acompanhar a manifestação, auxiliar na fluidez do trânsito e evitar qualquer tipo de confusão ou depredação de patrimônio público. Não foi registrado nenhum tipo de confusão durante o protesto. Segundo a Polícia Militar, a marcha reuniu aproximadamente 3 mil pessoas. Já os manifestantes, trabalham com cerca de 5 mil presentes ao ato.

Trânsito – Por conta da manifestação, realizada na tarde desta quarta-feira, o trânsito ficou complicado nas ruas do Centro de Niterói e motoristas precisarem ter paciência. As avenidas Visconde do Rio Branco, Ernani do Amaral Peixoto e a Rua da Conceição chegaram a ficar completamente interditadas para a passagem do protesto. Essa interdição causou reflexos em várias vias do centro da cidade, como nas ruas Marquês do Paraná, Visconde de Itaboraí e Av. Feliciano Sodré, que apresentaram pontos de lentidão. Motoristas precisaram de paciência em bairros como Centro, Fonseca, Barreto e Icaraí.

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