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Famílias de baixa renda da Ilha do Governador são ameaçadas de remoção

Um novo ciclo de remoções de famílias de baixa renda teve início na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense. Nos últimos dias, 15 famílias residentes na Estrada dos Maracajás foram notificadas pela Justiça Federal para saírem de suas casas no prazo de 30 dias.

Segundo denunciou hoje (5) o ecologista Sérgio Ricardo, que apoia as famílias, desde a privatização do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim, em 2013, estão acontecendo remoções seletivas nas comunidades da região. “Tira duas famílias, depois tira mais três e isso vem acontecendo ao longo dos anos”. Em 2015, foram cinco casas demolidas na comunidade Rádio Sonda. Há dois meses, o presidente da Associação de Moradores da Rádio Sonda, Daniel Rosa, teve a casa demolida, informou. 

Sérgio Ricardo disse que o edital de privatização do aeroporto previa a remoção ou desapropriação de 15 mil famílias do entorno da unidade aeroportuária, ligada à construção de uma terceira pista de voo. Os moradores conseguiram, na ocasião, adiar o debate, cujo retorno à pauta estaria vinculado ao aumento do número de passageiros com a realização dos megaeventos esportivos que culminaram na Olimpíada Rio 2016.

“A maior parte são pessoas idosas que já foram removidas nos anos de 1950, quando foi construído o aeroporto. Eram crianças na época e agora são idosos”, disse o ecologista. Uma dessas pessoas é Josefa Ignez dos Santos, de 93 anos, que necessita de cuidados.

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