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Golfe: um esporte para todos

Campo Olímpico de Golfe, localizado na Barra da Tijuca, é um dos legados dos Jogos Rio 2016

Foto: Divulgação

Apesar de existir no Brasil há quase 120 anos, o golfe, herança do surgimento da colônia britânica no País, ainda é visto como um esporte de elite e voltado para o público maduro. Buscando mudar esse panorama e desmistificar a modalidade, o Campo Olímpico de Golfe, localizado na Barra da Tijuca e legado dos Jogos Rio 2016, investe em ações para atrair o público e difundir o golfe no Rio de Janeiro. Mais de 2,5 mil crianças já foram colocadas em contato com o esporte através dos projetos desenvolvidos pelo Campo Olímpico. 
 
O Campo Olímpico é um dos poucos abertos ao público no País, em que os jogadores não precisam ser sócios. Qualquer um pode entrar e comprar o “Green Fee”, taxa para jogar 18 buracos, que varia entre R$ 105 e R$ 410. O local conta com uma área de 1 milhão de metros quadrados e é o único campo olímpico no mundo. 

Como contrapartida dos Jogos Rio 2016, o campo coloca em prática projetos sociais que visam popularizar o esporte no Brasil e revelar possíveis novos talentos para competirem em alto rendimento. Por isso, segundo o presidente do Campo Olímpico, Carlos Favoreto, os jovens surgem como principal público-alvo dessas ações. 
 
“O esporte consegue motivar e atrair as crianças, tira elas da rua e as coloca centradas, longe de qualquer vício e agregando educação. O esporte dignifica”, pontua Favoreto. 

Um dos projetos é o Golfe Que Te Quero Golfe, que promove visitas de alunos de escolas municipais do Rio ao campo uma vez por mês. É através dessa ação que muitas crianças têm seu primeiro contato com a modalidade esportiva. Na programação está incluída, além do transporte e de lanche, a explicação e prática do jogo.  

Além de estimular o amor ao esporte e incentivar a prática, o golfe proporciona o aprendizado de determinados valores aos seus praticantes. Por ser um jogo considerado difícil e desafiador, exige técnica, concentração e superação dos jogadores. O golfe é o único esporte que não utiliza árbitro e, por isso, seus competidores devem aplicar penas a si mesmos, exigindo responsabilidade, respeito e confiança.  

Alunos da rede pública são apresentados à teoria e prática do golfe

Foto: Divulgação

Acesso livre - Já no Programa Mantenedor, jogadores adotam crianças que não podem arcar financeiramente com os custos de iniciação no esporte. Dessa forma, os beneficiados ganham acesso livre ao espaço e a equipamentos.  

Os apadrinhados recebem também todo o apoio técnico e são acompanhados através de relatórios mensais.  

O Campo Olímpico também facilita o acesso para adultos que se interessam pelo golfe. A Rio Olympic Golf Course oferece três aulas gratuitas, sendo uma por dia com duração média de duas horas, aos sábados e domingos, a partir das 10h. Depois, cada aula tem o custo entre R$100 e R$ 150.  

Por ser um esporte altamente disciplinar, há regras de vestimenta. Os praticantes devem vestir camisa polo, calça ou bermuda e tênis sem travas. Não é permitido o uso de jeans, tops e regatas.  

Lazer - Quem não quer praticar o esporte também é bem-vindo no Campo Olímpico de Golfe. O local oferece um restaurante para servir jogadores e visitantes. A estrutura conta, ainda, com um deck de madeira com mais de 1.400 m², um convite à parte para apreciar a natureza e um belo pôr do sol. O espaço dispõe de um estacionamento para mais de 100 veículos e quatro ambientes independentes para eventos.  

Inovador - Até este domingo, o local recebe a 89ª edição do Campeonato Amador de Golfe do Brasil. Essa, porém, é considerada histórica porque tem um recorde de países participantes. Entre os 90 competidores, estão representantes do Paraguai, Argentina, Uruguai, Venezuela, Peru, Chile, Equador, Bolívia, Colômbia e Brasil.  

O viés inovador não acaba por aí e atinge um patamar revolucionário na história da competição, elevando a importância do torneio feminino no cenário nacional e internacional. Essa é a disputa da Primeira Taça Elizabeth Nickhorn, em duplas femininas por países, no mesmo formato da tradicional Taça Mario Gonzalez, disputada por duplas masculinas desde 2008. Segundo a Confederação Brasileira de Golfe, a intenção é dar as mesmas condições de competição para homens e mulheres.  

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