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Atos pela educação ganham Niterói e São Gonçalo

No Rio, o ato unificado está marcado para as 17h, na Candelária. Movimento ocorre em diversos estados do País

Manifestantes se reúnem em Niterói e São Gonçalo

Foto: Colaboração / Carolina Ribeiro

Antes do ato unificado no Rio, manifestações tomaram conta das ruas de diferentes estados já nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15). Em Niterói, professores, servidores e alunos de instituições federais, estaduais e municipais se concentraram ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, com aulas, exposições e experimentos. Em São Gonçalo, a defesa do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia aconteceu na Praça Dr Luiz Palmier, também no Centro.

Tendas foram montadas em Niterói para apresentar à população a importância e qualidade dos trabalhos de ensino, pesquisa e extensão da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRJ) e demais redes. O manifesto contou com representantes de organizações como a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff-SSind) e o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de Niterói, que ofereceram aulas e experimentos de biologia, história, química e física e debates sobre a Reforma de Previdência.

Professor e diretor da Aduff, Reginaldo Costa aponta que a universidade não serve só para ensinar, mas para desenvolver políticas públicas e conhecimento científico para produzir o retorno social. O profissional ainda critica o que acredita ser ataque à liberdade de opinião e perseguição aos professores.

“O bloqueio de verbas é cortar a soberania nacional sobre patente, desenvolvimento de tecnologia, produção de ciência em várias áreas, além de prejudicar a educação no Brasil. Tem professor sendo perseguido por produzir ciência, pensamento crítico. Defendemos que todas as matizes de pensamento estejam presentes na universidade, direita, esquerda ou centro, e o governo quer uma educação de partido único. Quando o governo diz que a UFF faz balbúrdia, é uma caracterização política que a universidade é mobilizada, é crítica, que não aceita passivamente as decisões e, para nós, isso é democracia”, defende.

A manhã foi de mobilização também entre os estudantes. Além de participarem das atividades propostas no Centro, grupos se dividiram com panfletos e cartazes que criticavam o corte de verbas e a justificativa, de que a universidade promove balbúrdias. A aluna de pedagogia Gabriela Carvalho, de 21 anos, era uma das que divulgava o movimento.

“A gente está na rua por acreditar em uma educação pública e de qualidade. O que o governo fez prejudica aquilo que a universidade está produzindo e o que a gente acredita como ideal de educação. Viemos para que a população possa conhecer o que fazemos na academia e os aproximar da universidade, somar na luta. Estive na passeata no último dia 8, pois são esses movimentos que propagam a nossa luta, aproximando o trabalhador do estudante”, disse.

Já em São Gonçalo, estudantes, responsáveis e professores do IFRJ do município organizaram uma mostra dos trabalhos realizados no campus, oficina e aula pública sobre a Reforma da Previdência, na Praça Dr Luiz Palmier. O objetivo é divulgar o trabalho e sensibilizar a comunidade sobre a importância da instituição e sobre os prejuízos do bloqueio de orçamento.

“Sem a verba, aguentamos por apenas alguns meses, pois já estamos trabalhando em regime de economia. Falta verba para manutenção e serviços básicos de luz, segurança e computadores. Temos aulas de química, administração, segurança do trabalho, cursos de pós graduação e extensão”, enfatizou a professora Gisele da Motta Gil.

A movimentação acontece após o anúncio do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, do bloqueio de verbas do orçamento discricionário de 2019 em diversas Instituições Federais de Ensino Superior, justificada pelo governo por “balbúrdia” das instituições. Entre elas, a Universidade Federal Fluminense (UFF), com um corte de 30% dos recursos disponíveis para manutenção das atividades, como bolsas e auxílios a estudantes, energia, água, luz, obras de manutenção, pagamento de serviços terceirizados de limpeza, segurança, entre outros. O corte também chegou ao Colégio Pedro II (CPII) e ao Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRJ).

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