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Itaboraí deve ser indenizada por paralisação de obras no Comperj

Acordo de reparação bilionário será firmado entre o município e a Petrobras

A Petrobras deve fechar, até setembro deste ano, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para reparar o município de Itaboraí pelo prejuízo causado com a paralisação das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em 2015.  

O acordo, que deve ser de aproximadamente R$ 7,5 bilhões, foi anunciado em audiência pública realizada nesta segunda-feira (24) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para investigar a crise fiscal fluminense. 

O gerente-geral de implementação e empreendimentos da Petrobras, Alessandro Costa Mello, afirmou que o departamento jurídico da companhia deve terminar de analisar o TAC nos próximos meses.  

"Nós estamos num processo de busca para os entendimentos finais sobre o acordo. A minuta está em tramitação interna e esperamos assinar o TAC entre julho e agosto deste ano", revelou. 

O prefeito de Itaboraí, Dr.Sadinoel, afirmou que a cidade sofreu grande impacto devido à paralisação dos investimentos do Comperj.  

"Nós tivemos o maior desemprego do Brasil em Itaboraí. Foram 30 mil empregos jogados no lixo entre 2014 e 2015", reclamou. 

Para o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB), a assinatura do acordo é resultado da avaliação de todos os prejuízos causados pela crise do Comperj.  

"O TAC é resultado da avaliação de todos os prejuízos econômicos, ambientais e sociais que a paralisação das obras do Comperj gerou no Estado do Rio de Janeiro. O TAC traduzirá esse prejuízo em números e investimentos", analisou. 

Retomada de investimentos 

A Petrobras anunciou, também, a conclusão até 2021 de uma Unidade de Produção de Gás Natural (UPGN) com capacidade para produzir 21 milhões de m³ do combustível por dia e geração de 8 mil empregos diretamente ligados ao Comperj.  

A UPGN é associada ao projeto Rota 3, destinado a escoar a produção de gás pertencente à camada de pré-sal da Bacia de Santos. 

De acordo com Alessandro Costa Mello, o empreendimento demandará investimentos de R$ 2 bilhões.  

“São mais de 20 contratos para colocar a UPGN em operação, a metade já está assinada, a outra metade também estará firmada até o início do ano que vem e 70% dos empregos gerados serão na cidade de Itaboraí", declarou. 

Outro investimento comentado durante a reunião foi a possibilidade de uma unidade de refino também fazer parte dos empreendimentos do Comperj. Costa Mello informou que os estudos de viabilidade, realizados em conjunto com a companhia chinesa CNPC (China National Petroleum Corporation), devem ficar prontos no segundo semestre desse ano.  

“O estudo está em andamento com a previsão de conclusão para setembro de 2019“, informou.Entre os planos avaliados para o Comperj, o mais distante, de acordo com o gerente-geral da Petrobras, é o projeto para o desenvolvimento da usina termelétrica, anunciada pela estatal em abril deste ano. Os estudos ainda estão em fase preliminar e sua realização ainda não possui previsão concreta. A Petrobras esclarece que os estudos para a realização de uma termelétrica ainda são preliminares e não há uma decisão sobre o tema. Haverá disponibilidade de gás, então existe a possibilidade de termos uma termelétrica no Comperj, mas os estudos são embrionários”, analisou Costa Mello. 

Segundo Luiz Paulo, o ideal seria ter tanto a refinaria, quanto a termelétrica integrada ao Comperj. 

“O Comperj é algo absolutamente desacreditado porque gerou grande expectativa, mas levou a um prejuízo de R$ 14 bilhões. A perspectiva para entrada da UPGN em operação é para 2021 e ainda não sabemos o destino final. Por isso nós planejamos fazer uma visita às instalações do complexo petroquímico na última semana de julho”, comentou. 

Fonte: Alerj

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Comentários

ricardo santiago spitz
E os empresários que pegaram empréstimo para investir acreditando no comperj hoje individados como fica. Tera ajuda da Petrobras, governo ou só de Deus
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