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Largo do Barradas e das bandalhas

Moradores da região pedem melhor sinalização e fiscalização para evitar riscos de acidentes e atropelamentos

Segundo moradores, motoristas que buscam retornos para a Rua Benjamin Constant costumam fazer bandalhas

Foto: Evelen Gouvêa

Cenário de um grave acidente no último domingo (1º), o entorno da Praça Nereu Guerra, no Largo do Barradas, Zona Norte de Niterói, é palco também de um pequeno caos para quem busca retornos que permitam acesso à Rua Benjamin Constant e à Rua Presidente Craveiro Lopes. A Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) orienta que quem vem do Barreto em direção ao Centro deve procurar um retorno à frente para voltar e pegar a Craveiro Lopes ou entrar em alguma via anterior à Rua Porciúncula. Os motoristas, contudo, se portam de forma diferente no trecho e é comum flagrar condutores seguindo suas próprias “regras” de trânsito.

No trecho, duas “bandalhas” são apontadas como frequentes pelos moradores e comerciantes locais. Uma delas, que resultou no acidente no primeiro dia do ano, é feita por motoristas que seguem pela Rua Benjamin Constant e acessam a Rua Presidente Craveiro Lopes pela agulha da praça Nereu Guerra. A outra, ainda mais constante, é feita por motoristas que vêm pela Benjamin Constant, entram na Rua Porciúncula, e acessam a Presidente Craveiro Lopes. O resultado são irregularidades acontecendo de forma desmedida.

A situação geral é de confusão e nem mesmo quem transita diariamente pela área consegue chegar a um consenso sobre qual a forma correta de fazer retorno no entorno da praça. Para um comerciante local, aqueles que seguem para o Centro da cidade podem entrar na Rua Porciúncula para acessar a Rua Presidente Craveiro Lopes.

“A linha dupla de sinalização no chão termina antes do sinal. Pode entrar na Rua Porciúncula, sim. Não tem nada aqui dizendo que não”, opinou.

Para o gerente Eduardo da Silveira, de 38 anos, contudo, a manobra é “bandalha”. Ele apontou que faltam indicações e orientações claras no trecho.

“As bandalhas que acontecem com mais frequência são de fazerem o retorno na agulha e entrarem na rua em frente ao posto para fazer o retorno. Acho que falta uma sinalização para os motoristas; tem sinal de trânsito, mas faltam placas para dar uma orientação”, defendeu.

Apesar da confusão da população, a assessoria da Nittrans argumenta que “não há necessidade de placa para advertir que não se deve trafegar na contramão. Há sinais luminosos e sinalização horizontal (no asfalto)”, mas prometeu que “[o setor de] a sinalização irá ao local averiguar o que fazer para organizar o trânsito”. 

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