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Manifestações em defesa das universidades públicas

Universidade Federal Fluminense (UFF) vai realizar atividades durante todo mês de maio

Nesta terça (7), através de seu site, a UFF afirmou que é hora de mostrar para a sociedade o impacto e o valor das atividades desenvolvidas nas universidades públicas

Arquivo / Evelen Gouvêa

Com início nesta terça-feira (7), a Universidade Federal Fluminense vai realizar durante o mês de maio uma série de ações em prol da universidade pública e contra os cortes de verbas das universidades federais, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), no último dia 30.

Já nesta quarta, será realizada uma manifestação, seguindo uma convocação feita pelo Conselho de Centros Acadêmicos. A concentração está marcada para às 16h, na entrada do campus Gragoatá e irá seguir em direção à Reitoria da UFF, em Icaraí.

Paralisação – Na próxima quarta (15), haverá uma ampla agenda de mobilização nacional, quando foi convocada uma paralisação da Educação Pública. Classificada como um protesto contra a Reforma da Previdência e o desmonte da educação a Greve Nacional da Educação foi definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A União Nacional dos Estudantes (UNE) também está convocando todo o movimento estudantil a se mobilizar para uma paralisação nacional da Educação, também no dia 15 de maio, contra o governo Bolsonaro, ao qual classificou como “inimigo da Educação”.

Na sequência, nos dias 22 e 25 de maio, a administração da Universidade Federal Fluminense organizará o “UFF nas Praças”. A atividade busca levar os serviços de atendimento gratuito, ações extensionistas e de divulgação científica e tecnológica para locais de grande circulação de pessoas. A ideia é mostrar os benefícios sociais diretos da universidade pública, enfatizando seu caráter transformador tanto das histórias pessoais quanto do desenvolvimento nacional.

Nesta terça (7), através de seu site, a UFF afirmou que é hora de mostrar para a sociedade o impacto e o valor das atividades desenvolvidas nas universidades públicas.

Os cortes – O anúncio do corte de verbas das universidades federais foi feito pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30. Um bloqueio de 30% do orçamento da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade de Brasília (UNB) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com a justificativa de haver “balbúrdia” nessas instituições. Além disso, na última sexta (4), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciou que o Governo Federal bloqueou 41% das verbas da instituição, num total de  R$ 114 milhões. No mesmo dia, o MEC anunciou também um corte de mais de 30% do Colégio Pedro II (CPII) e do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRJ). 

Empreendedorismo em pauta na UFF

Ocorrerá amanhã a inauguração oficial do Escritório de Atendimento ao Empreendedor (EAE). O evento será realizado às 15 horas, na sala 605, do prédio 1 da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Empreendedorismo, no campus do Valonguinho. Na ocasião a estrutura do EAE será apresentada a parceiros estratégicos externos, como a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Niterói.

O projeto será o piloto do chamado Centro de Empreendedorismo, ou Entrepreneurship Center - serviço já realizado por universidades europeias e norte-americanas. Instituições públicas de ensino brasileiras, como a Universidade Federal de Goiás, também aderiram à iniciativa; porém, com apoio a startups mais sofisticadas. As principais propostas do EAE consistem na implementação de um serviço gratuito de atendimento pessoal e online ao MEI - realizado por uma equipe de bolsistas graduandos em Processos Gerenciais da UFF - além da criação de um laboratório que auxiliará na inclusão digital do microempreendedor.

Segundo Gabriel Marcuzzo, coordenador do projeto e professor do Departamento de Empreendedorismo e Gestão, a elaboração do EAE é justificada pela necessidade cada vez maior de interlocução entre a Universidade Federal Fluminense e a sociedade. 

“Através da criação de um escritório de atendimento para suporte ao Microempreendedor Individual (MEI), podemos incentivar sua inserção no mercado de trabalho, visto que muitos deles têm dificuldade, por exemplo, em atender às exigências administrativas decorrentes da obtenção de um CNPJ”, explica. 

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Comentários

Elson Luiz
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