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Marquês do Paraná: ciclistas querem solução para acidentes

Prefeitura informou que vai priorizar a implantação da ciclovia. Obra deve começar em julho e terminar em dezembro

Preocupação é com segurança dos ciclistas. Em abril, três foram atropelados em um intervalo de 48 horas na via

Foto: Evelen Gouvêa

O coletivo de ciclismo Pedal Sonoro entregou nesta quinta-feira (21), um abaixo-assinado com quase 3 mil assinaturas à Prefeitura de Niterói, pedindo uma solução imediata para a circulação de bicicletas na Avenida Marquês do Paraná, no Centro. A falta de estrutura cicloviária, segundo os ativistas, tem gerado risco e provocado acidentes envolvendo ciclistas na área.

O abaixo-assinado foi realizado através da plataforma digital change.org, ganhando o apoio de 2.850 pessoas. Segundo o coletivo, em abril três ciclistas foram atropelados na Marquês do Paraná em um intervalo de apenas 48 horas.

A implantação de uma ciclovia está prevista como parte do projeto de alargamento da Marquês do Paraná, ligando Icaraí ao Centro de Niterói.  
A Prefeitura informou que vai priorizar a implantação da ciclovia, cuja obra deve começar em julho e ser concluída em dezembro deste ano. 

Pleito antigo - A reivindicação do Pedal Sonoro é antiga. Segundo Luís Araújo, que responde pelo coletivo, conversas com a Prefeitura de Niterói pedindo soluções para a via vêm desde 2015.

“A gente vem buscando o diálogo. Temos solicitado um encontro para discutirmos a implementação destas propostas”, disse Luís, que cobra a participação da sociedade na concepção do projeto.

Os ciclistas também cobram que alguma medida provisória seja adotada para garantir a segurança de quem anda de bicicleta pela Marquês do Paraná, uma via de alto fluxo e cuja conexão cicloviária é considerada fundamental. Entre elas está a instalação de placas de sinalização no início de cada trecho, no sentido Icaraí e Centro.

“Colocaram apenas três placas genéricas, que não chamam a atenção do motorista, em um só sentido da avenida. Uma delas, inclusive, está embaixo de uma árvore, coberta por galhos. Queremos placas mais objetivas, como a de ‘respeite 1,5 m de distância’, em locais com boa visibilidade. Também já sugerimos a redução da velocidade. Fizemos todos esses pedidos por ofício”, acrescenta o representante do Pedal Sonoro.

O documento foi recebido e protocolado pelo Gabinete do prefeito. Apesar disso, a Prefeitura não respondeu sobre o abaixo-assinado e as possíveis medidas em caráter provisório que possam ser adotadas na Marquês do Paraná até a conclusão da obra. 

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Comentários

rafael fontes andrad
poderiam investir na educação da população assim não só os ciclistas estariam seguros e sim pedestres, idosos, crianças, pq motorista qdo desce do carro é tão pedestre como qlq outro.
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José Fernando Cordeiro Guimarães
Já falei que quem quer respeito deve respeitar. O Pedal Sonoro deve exigir da prefeitura, com a mesma ênfase, a aplicação da lei aos pseudo ciclistas que andam na calçada e na contramão. caso contrário, é apenas hipocrisia.
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Gisella Chinelli
Olá, José. Veja o meu comentário. O Pedal Sonoro faz o que está ao seu alcance para promover a utilização da bicicleta de forma consciente e seguindo o codigo de transito brasileiro. Sempre enfatiza que a prioridade é o pedestre. Todos somos. Porém, para que haja um alcance ampliado, as campanhas devem ser feitas pelo poder publico, obrigação legal inclusive. Cobramos e tentamos dialogar há 04 anos para que sejam implementadas.
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Natasha Fernandes
O coletivo fala que 2 ciclistas foram atropelados. Mas ninguém cita o desrespeito que os ciclistas tem para com os pedestres, quando estes precisam ATRAVESSAR a ciclovia.
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Gisella Chinelli
O coletivo sempre enfatiza a prioridade do pedestre em todas as suas ações de educação/ conscientização no transito. Porém, somos voluntários que acreditam na bicicleta como uma das alternativas importantes para a mobilidade urbana e fazemos o trabalho até onde temos alcance. Se houvessem campanhas ampliadas, obrigação legal do poder publico, esses conflitos poderiam ser minimizados.
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Natasha Fernandes
Conclusão: o sinal de trânsito deve haver tanto para os motoristas, quanto para os ciclistas. Fora quando eles resolvem pedalar na contramão. Isso é intolerável!
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Elson Luiz
Vai ser preciso uma tragédia para que as autoridades tomem uma atitude séria!?!?!?!?!!?!
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Gisella Chinelli
Nas ruas onde há ciclovia e ciclofaixa dificilmente há ciclistas pedalando nas calçadas. Nos trechos onde não há estrutura cicloviaria muitos pedalam de maneira equivocada com insegurança de pegar as vias e serem atropelados. Pra que os que não sabem, o coletivo Pedal Sonoro desenvolve ações voluntárias de conscientização e educação no transito estimulando o respeito e a prioridade ao pedestre. Porém, campanhas educativas periódicas são obrigação legal do poder publico. Dessa forma, poderiam funcionar de maneira ampliada. Não basta pintar faixas e não haver sinalização, fiscalização efetiva e ações de educação no transito. Da maneira que está só gera conflitos e atropelamentos.
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