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Marquises com risco de queda levam perigo a pedestres em SG

Estruturas abandonadas em diversos pontos sofrem com a falta de manutenção

Algumas estruturas apresentam risco iminente para quem transita pelas ruas

Foto: Lucas Benevides

A falta de conservação e manutenção de algumas estruturas prediais tem preocupado moradores de São Gonçalo. Pedestres apontam que o descaso e abandono de algumas marquises, em diversos bairros do município, são visíveis e o medo é que a qualquer momento um pedaço das estruturas caia e possa atingir alguém. No Mutuá, a situação já aconteceu. 

Uma marquise na Covanca está chamado atenção de quem passa pela Rua Doutor Pio Borges. A estrutura, na altura do número 275, está tão antiga e abandonada que moradores precisaram colocar estacas de madeira para evitar que a cobertura despenque. Segundo a cuidadora Vera Silva, de 58 anos, o descaso tem, pelo menos, dois anos.

“Qualquer hora isso pode cair. Todos que passam comentam do perigo. Depois que o comércio fechou, não teve mais manutenção e com o tempo ficou assim”, relembra a moradora. 

Quem passa pela Avenida Paula Lemos, no Mutuá, prefere desviar da calçada na altura dos números 1881 e 1885. Os estabelecimentos que haviam no local fecharam há, pelo menos, 5 anos e, desde então, nada mais foi feito. Na cobertura, um grande bolsão d’água acumulou com o tempo e plantas começaram a nascer, se assemelhando a um jardim. Entretanto, para quem passa embaixo, a situação não é bonita.

“Já caíram pedaços de concreto da marquise em cima de pedestres, sorte é que o machucado foi leve. Além da dengue, a umidade está destruindo a estrutura e dá medo ficar perto. Todos que passam se assustam”, contou um comerciante que prefere não se identificar.

A autônoma Roseane Correia, 37, mora próximo ao local e ressaltou o medo de passar na calçada em questão. Algum tempo atrás, um homem se acidentou com a queda de um pedaço de concreto. 

No Alcântara, a altura do número 180 da Rua Laureano Rosa é um ponto de ônibus movimentado. O formato da cobertura do local é propício para acumular água da chuva, o que aumenta a deterioração da estrutura. As esquinas entre a Avenida Presidente Kennedy e a Rua Professor Oscar Clark, no Centro do município, também assustam. Isso porque pedestres precisam aguardar o sinal do cruzamento fechar para atravessar embaixo de uma construção antiga e abandonada.

“A estrutura, além de velha, já pegou fogo e pode estar comprometida, o que aumenta o risco de desabamento. A maioria do fluxo de pessoas daqui é de grávidas, idosos e deficientes, por conta de clínicas próximas. Deveria ter uma fiscalização”, opina a comerciante Renata Soares, 43 anos, completando que não dá para fugir: ou corre o risco de ser atropelada andando pelo meio da rua, ou de ser acertada por um destroço deum prédio da cidade.

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