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Maruí: nichos correm risco de cair

Cerca de 90 unidades podem desabar, prefeitura convoca proprietários para acompanhar os trabalhos

Os nichos entre os números 11.831 e 11.920 estão com risco de desabamento e precisarão ser realocados

Lucas Benevides

Noventa nichos do Cemitério do Maruí, no Barreto, Zona Norte de Niterói, correm risco de desabamento. A Prefeitura de Niterói divulgou que proprietários têm cinco dias para comparecer ao local e acompanhar a transferência dos restos mortais para outras áreas da unidade. Em junho deste ano, cerca de 360 nichos também foram realocados por risco.

Em publicação em Diário Oficial, a Prefeitura de Niterói informou que os nichos entre os números 11.831 e 11.920 estão com risco de desabamento e precisarão ser realocados em nichos vagos do cemitério. O edital explica que, caso os proprietários e/ou interessados não comparecem no prazo, as providências necessárias para recolhimento dos restos mortais e recuperação da área atingida, sem a presença dos interessados, será tomada.

Em junho deste ano, cerca de 360 nichos também foram anunciados como em risco de desabamento. A Prefeitura de Niterói não informou, até o fechamento da edição, se os nichos estão localizados na mesma área e nem em qual localidade há o risco. Não houve resposta sobre como e quando será a recuperação do trecho em risco, mas informou que está sendo realizada a transferência, sem custo, dos nichos antigos para os novos, que foram construídos durante a reforma no cemitério. As notificações para as famílias são feitas pelo Diário Oficial. 

Obras - De acordo com a Prefeitura de Niterói, os três cemitérios municipais da cidade passarão por obras de reforma e ampliação a partir do primeiro semestre de 2019. No Maruí, que passou por intervenções em 2017 - recebeu dois mil nichos, 1.100 gavetas e um novo ossário -, a reforma será na sede administrativa do serviço funerário e nas oito capelas. O São Lázaro, em Itaipu, ganhará mais nichos e gavetas. A reforma da sede administrativa incluirá a troca de pisos, portas, pintura nas paredes internas e externas, recuperação do telhado, calha e a climatização dos ambientes. Os muros que cercam o cemitério também serão ampliados e será construída uma nova fachada. No cemitério São Francisco Xavier, em Charitas, junto com a ampliação dos nichos e gavetas, será construído um novo ossário. A sede administrativa e capelas também serão reformadas.

Mesmo com a intervenção do último ano, quem precisa enterrar um ente querido reclama de abandono nas dependências do cemitério. Entre as reclamações, lápides e gavetas danificadas.

Questionado, o Executivo Municipal não respondeu sobre o andamento dos trâmites para a revitalização. 

Cemitérios pela hora da morte

Um dia após a instauração da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) dos Cemitérios, os nove vereadores que assinaram o requerimento concederam entrevista coletiva nesta quarta-feira (05), na Câmara de Vereadores de São Gonçalo. Eles falaram sobre os próximos passos da comissão.

“Nosso objetivo é esclarecer os fatos e devolver a dignidade à população gonçalense. Eu recebo denúncias de outras áreas e as pessoas acham que existem assuntos mais sérios para tratar. Mas elas não precisaram enterrar alguém da família. Para enterrar uma pessoa hoje, o parente espera de três a quatro dias. Um descaso com a população e o equipamento público que está sem manutenção”, explicou o vereador Sandro Almeida.

Os parlamentares foram questionados sobre o que pode ocorrer caso seja encontrada uma irregularidade. “A função do vereador nesse processo é instaurar a CPI, colher provas, e pode solicitar o afastamento dos envolvidos caso seja comprovada alguma irregularidade. Já existe um processo no Ministério Público da ex-funcionária e uma denúncia do vereador Sandro Almeida. Mas tudo depende do que for apurado, são inúmeras possibilidades”, disse o vereador Jalmir Junior.

Além disso, foi perguntado o prazo da Comissão e a composição. “O tempo máximo é de 90 dias, e a composição, ela vai respeitar a proporcionalidade partidária, um processo amplo e democrático. Serão 11 membros. Ainda não há um prazo definido para fazer a instalação da CPI”, explicou Sandro Almeida.

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