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Monitoramento diário na Baía de Guanabara

Qualidade da água será acompanhada nos pontos onde irão ocorrer as regatas olímpicas

Ecobarreiras foram instaladas em vários pontos para evitar escoamento do lixo flutuante para as áreas de regatas olímpicas

Foto: Maurício Pingo/ Palácio Guanabara

 O secretário do Ambiente, André Correa, anunciou, que a partir desta quarta-feira (20), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) passa a fazer diariamente o monitoramento da qualidade da água da Baía de Guanabara nos pontos onde haverá as regatas olímpicas dos Jogos Rio 2016 até o término das Paralimpíadas. 
 
"Para dar mais segurança e transparência, estamos fazendo, a partir de hoje, medições diárias da qualidade da água. Estamos trabalhando junto com a Organização Mundial de Saúde, que é o maior órgão de referência nessa área. Todas as nossas últimas medições, incluindo a Marina da Glória, que é o ponto em que os atletas entram na água para irem para a vela, estão dentro do padrão",  destacou o secretário. 
 
O principal desafio para os Jogos, no entanto, é a remoção do lixo flutuante, e não a qualidade das águas. Com o objetivo de conter o lixo flutuante, 12 ecobarcos e 17 ecobarreiras estão prontos para os Jogos. A exemplo do sucesso dos dois eventos-teste de vela do Rio 2016, uma força-tarefa atuará no monitoramento do espelho d´água da Baía de Guanabara com suporte tecnológico para identificar a concentração de lixo flutuante. 
 
Um software possibilita indicar os possíveis locais de concentração do lixo flutuante de acordo com a previsão de marés, correntes marítimas e condições meteorológicas do ambiente da Baía de Guanabara. Monitorados por satélite, os 12 ecobarcos recebem orientação para combater os pontos de lixo no espelho d´água da baía. A frota tem capacidade para remover uma média de 40 toneladas de lixo flutuante por mês. 
 
Já as 17 ecobarreiras estão instaladas na foz dos principais rios e canais que deságuam na Baía de Guanabara e contam com serviço de recolhimento e transporte do lixo retirado para os aterros sanitários dos municípios do entorno. Elas estão no canal do Mangue, em Santo Cristo; nos canais da Rua Darcy Vargas, do Cunha, da Vila dos Pinheiros, Baixa do Sapateiro, Nova Holanda e Rio Ramos, no Complexo da Maré, no Rio Irajá, na Penha; no Rio Meriti, Rio Iguaçu, Rio Sarapuí e Rio Estrela, em Duque de Caxias; e no Rio Bomba, na divisa entre São Gonçalo e Niterói; Rio Marimbondo e Rio Imboassu, em São Gonçalo, e Rio Brandoas e Canal do Rio Maruí, em Niterói. Somente a do Canal do Cunha evitou que 208 toneladas de resíduos sólidos chegassem às águas da baía no último mês. 
  
"Com esse reforço operacional, todas as medidas previstas para manter as raias olímpicas da Baía de Guanabara livres do lixo flutuante estão em execução. Lixo zero em baía não tem em lugar nenhum do mundo. Aqui temos uma particularidade, encontramos sofá, televisão, pneu nas águas da Baía. Por isso, implantamos um sistema mecanizado, organizado, por intermédio dos ecobarcos ", ressalta André Correa. 
 
Com todo esse sistema, de acordo com o secretário do Ambiente, houve um grande salto na gestão do lixo flutuante. No entanto, ele chama atenção para a mudança de hábitos da população. 
 
"Peço uma reflexão da população. Somos 8 ou 9 milhões de pessoas. Quando chove, o lixo que as pessoas jogam no chão ou vai parar na Baía de Guanabara ou em outro lugar. Não adianta esse sistema, se a gente não tiver uma mudança de hábitos. Não é possível a gente pensar numa cidade como o Rio de Janeiro, onde 30% do lixo coletado pela Comlurb são recolhidos no chão", afirma.

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