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Moreira: 45 anos na política

Além de ex-prefeito de Niterói, político foi deputado, governador e ministro em vários governos

Moreira com o então governador Sérgio Cabral. Jorge Roberto Silveira e Moreira Franco: os dois ex-prefeitos de Niterói. Entregando casas com o prefeito de SG, José Luiz Nanci

Arquivo

Wellington Moreira Franco (MDB), 74 anos, preso preventivamente nesta quinta-feira (21) na mesma operação que teve como alvo o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), possui laços estreitos com o Estado do Rio de Janeiro e Niterói.

Moreira, que se formou  sociólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), iniciou sua vida pública em 1972, quando filiou-se ao MDB, liderado à época por Amaral Peixoto, de quem era genro. Em 1974, foi eleito para seu primeiro mandato como deputado federal, quando foi voz ativa na Câmara dos Deputados contra a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara. 

Moreira cumpriu mandato de 1975 até 1977, quando concorreu nas eleições municipais pelo MDB e sagrou-se o primeiro prefeito de Niterói eleito por voto direto no período da ditadura, com 26% dos votos válidos, derrotando Silvio Lessa.  

Até esta eleição, o cargo de prefeito era ocupado por indicação do então governador do Estado. Foi na gestão de Moreira Franco como prefeito, por exemplo, que a cidade viu ser construído o Túnel Raul Veiga, que liga São Francisco a Icaraí.

A partir da prefeitura de Niterói, Moreira rapidamente se destacou como liderança política fluminense. Em 1982, renunciou para se candidatar ao Governo do Estado e viu as urnas apontaram sua vitória. Entretanto, após um jovem político de nome Cesar Maia, que trabalhava com Brizola à época, apontar uma fraude na contagem dos votos e uma recontagem ser promovida, Brizola acabou por se eleger governador, no capítulo que ficou conhecido como Caso Proconsult, empresa que realizava a contagem dos votos.

Quatro anos mais tarde, Moreira conseguiu se eleger governador, derrotando o candidato da situação Darcy Ribeiro. Já consolidado politicamente, Moreira foi eleito, posteriormente em outras duas oportunidades, deputado federal, e também assumiu o cargo de ministro de Estado em três ocasiões: duas em mandatos de Dilma Rousseff (PT) e uma com Michel Temer (MDB), também preso na tarde desta quinta-feira (21).

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