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Morre, aos 56 anos, o baixista Arthur Maia

Músico sofreu uma parada cardíaca, chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu

Arthur Maia era referência musical na cidade de Niterói

Divulgação

Morreu, na manhã deste sábado (15), o lendário baixista niteroiense Arthur Maia. O músico sofreu uma parada cardíaca e, apesar de ter sido levado para a Unidade de Pronto Atendimento Mário Monteiro, em Piratininga, não resistiu. A Prefeitura de Niterói decretou neste sábado luto oficial, de três dias, pelo falecimento do músico.

Maia desenvolveu gosto pela música em sua própria família. Ele era sobrinho de outro consagrado baixista: Luizão Maia. Embora a bateria tenha sido a porta de entrada para o mundo da música, foi ao ganhar um baixo elétrico de presente, aos 17 anos de idade, que Maia encontrou o instrumento que o faria ser conhecido ao redor do mundo.

Marcos Gomes, secretário de Cultura de Niterói, que era amigo pessoal de Arthur Maia, afirmou que não há como medir a perda de um artista de seu porte em todo o mundo.

“É uma perda muito grande para Niterói, para o Brasil e para o mundo, imensurável. Ele tocou com todos os grandes artistas brasileiros, é uma perda enorme. O Arthur certamente tem o dobro de músicas que se tem registradas. Ele tinha a habilidade de fazer com que uma música comum se tornasse uma grande canção, simplesmente com a contribuição dele”, lamentou.

Gomes revela ainda que, em viagens internacionais que fizeram juntos, Maia era reconhecido em todos os países. Segundo o secretário, tanto na Europa quanto na África, as pessoas o paravam para conversar.

“Uma vez eu estava andando com ele em uma rua em Botsuana e um músico de lá, que conhecia o trabalho do Arthur, o parou para conversar. Ele tinha esse dom. Onde chegava, agregava dezenas, centenas de músicos querendo que ele tocasse, querendo falar com ele. Ele de forma generosa ia lá, ajudava, dava sua contribuição”, contou.

Em seu portfólio, Maia gravou com artistas como Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Roberto Carlos, Seu Jorge, entre outros. O baixista também dividiu palco com nomes como Ivan Lins, Luiz Melodia, Lulu Santos, Jorge Benjor, Gal Costa e Ney Matogrosso. O músico era reconhecido por todos por ser versátil, atuava desde as músicas mais clássicas, até as mais contemporâneas.

Arthur Maia também teve passagem pela Prefeitura de Niterói. O músico foi secretário de Cultura de 2013 a 2016, aceitando convite do prefeito Rodrigo Neves.

A morte do baixista foi lamentada por familiares, amigos e músicos nas redes sociais. O sepultamento de Arthur Maia será realizado neste domingo (16) no Parque da Colina, em Pendotiba. O velório começa a partir das 8h e o enterro, às 15h.

 (Colaborou Matheus Falcão) 

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