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Morre Emmanuel de Macedo Soares

Jornalista e historiador será velado hoje no Parque da Colina e corpo será cremado na segunda-feira

Emmanuel de Macedo Soares morreu na manhã desta sexta-feira (14)

Foto: Reprodução / Facebook

Morreu ontem, aos 71 anos, o jornalista, pesquisador e historiador Emmanuel Bragança de Macedo Soares. Internado desde o dia 4 de abril no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, para tratar uma infecção pulmonar, o pesquisador sofreu uma parada cardíaca na madrugada de ontem e não resistiu. O corpo será velado hoje, das 10h às 16h, no salão nobre do Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, e cremado na segunda-feira, em uma cerimônia restrita a familiares. Ele deixa quatro filhos (Marcelo, Cristina, Fabrícia e João Augusto) e dois netos (Pedro e Lucas).

Para o filho mais velho de Emmanuel, o também jornalista Marcelo Macedo Soares, o pai nunca será esquecido:

“Meu pai é eterno e não vai morrer nunca, como a história de Niterói e do Estado do Rio de Janeiro. A obra dele vai ser eterna”, desabafou.

O secretário municipal Cultura, Marcos Gomes, também comentou o falecimento do historiador. 

“Emmanuel é uma daquelas pessoas que passou a vida inteira estudando a cidade de Niterói. Nos deixa um grande legado e, certamente, é um daqueles niteroienses que vão ficar guardados na memória da cidade eternamente”, afirmou. 

Márcia Pessanha, presidente da Academia Niteroiense de Letras (ANF), da qual Emmanuel também era membro, disse que recebeu a notícia com muito pesar. 

“Ele era um pesquisador e conhecedor nato da história de Niterói. A sua partida nos deixa uma grande lacuna, pois ele era um grande contribuinte para a cultura literária e histórica da nossa cidade. Lamentamos muito a perda da pessoa e grande profissional que ele representava”, afirmou Márcia. 

Waldenir de Bragança, presidente da Academia Fluminense de de Letras (AFL) e ex-prefeito de Niterói, também lamentou a perda do amigo. 

“Além de meu compadre era meu conterrâneo. Uma pessoa maravilhosa com um nível intelectual indiscutível. Sua memória era capaz de guardar muitos fatos e depois reproduzí-los fielmente, com uma capacidade cognitiva admirada por todos. Certamente sua ausência será muito sentida por todos nós. Eu o considero como o maior historiador memorialista da nossa geração e vai continuar vivo pelas obras que ele deixou. Vamos nos lembrar com muito carinho de uma pessoa que deixava suas marcas através da inteligência”, afirmou Waldenir. 

O presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói (IHGN), Marcus Vinicius Varella, disse que recebeu com muita tristeza a notícia do falecimento do colega. 

Historiador - Em seu texto sobre Emmanuel de Macedo Soares, no livro “Niterói: 12 depoimentos” (Palanque Editora, 2001), o jornalista e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, Júlio Vasco, escreveu que a paixão pela História levou Emmanuel “a enveredar pelas mais diversas empreitadas: escreveu livros contando as histórias dos momumentos de Niterói; dos ex-prefeitos municipais; do Teatro Municipal João Caetano, e da Política Fluminense, sem falar em inúmeros projetos que desenvolveu na Imprensa Oficial do Estado, tais como O Prelo, suplemento cultural, e uma série histórica sobre municípios fluminenses”. 

Nascido em Araruama, na Região dos Lagos, veio morar em Niterói aos 17 anos. Seu primeiro texto jornalístico foi um artigo sobre o pintor Antônio Parreiras, publicado  em O FLUMINENSE, em 30 de agosto de 1961, relembrou em depoimento a Júlio Vasco . 

O primeiro salário viria pouco após, em maio de 1962, como repórter do informativo radiofônico Grande Jornal Fluminense, no qual trabalhou até 1963. Do Grande Jornal, Emmanuel passou para  Última Hora, de Samuel Wainer, ficando ali até 1964. Daquele momento em diante, em função do tumultuado quadro político nacional, passou por diversos empregos — em O FLUMINENSE, em O Globo, no Diário Carioca e na Asa Press. Em 1969, retornou a O FLUMINENSE, no qual trabalharia até 1978. 

“Ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990, consolidou a reputação de historiador minucioso, trabalhador incansável e redator brilhante. 

Além de contar com um dos mais vastos arquivos da História de Niterói e do antigo Estado do Rio de Janeiro em geral, Emmanuel tem a seu favor uma memória prodigiosa e um permanente faro jornalístico”, descreveu o autor em seu livro.

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