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Niterói discute segurança nas escolas

Massacre em São Paulo acende o sinal de alerta das autoridades para as unidades do município

Niterói discute segurança nas escolas

Foto: Marcelo Feitosa

Depois de cinco estudantes, entre 15 e 17 anos, e duas funcionárias de uma escola municipal de São Paulo terem sido mortos por atiradores encapuzados que invadiram o colégio, uma das principais questões discutidas no Conselho Comunitário de Segurança Pública de Niterói, realizado na Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), na manhã de desta quinta-feira (14), foi a segurança nas escolas.

O encontro contou com a presença do presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Niterói, Moacyr Chagas, do comandante do 12º BPM, Sylvio Guerra, do coronel Paulo Henrique de Moraes, secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e de representantes da 76ª DP e 79ª DP. 

“A atuação de pessoas que agem com o terrorismo interno, ou seja, ações para causar impacto, é uma situação bastante complexa que passa por diversos problemas da sociedade atual. A grande quantidade de casos de suicídio e depressão está aí para comprovar esse fato. Os males da vida moderna trazem muitas consequências. Disponibilizar mais armas pode ser mais um ingrediente que torne o poder de detonação maior. Precisamos ter calma e não simplificar uma questão que não é tão simples”, alertou o coronel Paulo Henrique de Moraes.

Durante o debate, Moacyr Chagas propôs que fosse criada uma lei onde torna obrigatória a participação de porteiros e inspetores das escolas em um curso de segurança pública promovido pela Polícia Militar.

“Proponho isso como representante da Alerj. Isso fará com que os profissionais tenham uma maior aproximação com as autoridades da segurança e sejam melhores capacitados para intervir ou prevenir situações de perigo nas escolas”, disse Moacyr, que já tinha proposto a criação de um banco de dados específico sobre violência nas escolas, vinculada a todas as unidades municipais, estaduais e particulares de Niterói.

Números – Foram apresentados, também no encontro mensal do  Conselho Comunitário de Segurança Pública de Niterói, os dados da criminalidade em Niterói nos primeiros meses de 2019, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP). Foi mostrado que os números de roubos de rua de janeiro para fevereiro deste ano aumentaram na cidade, de 367 para 396, mas diminuíram em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2018 foram 514, e em fevereiro, 489. 

O roubo de veículo também vem apresentando queda nos números. Em janeiro de 2018, foram 195 casos, contra 176 no mesmo mês no ano de 2019. Já a comparação entre o mês de fevereiro de 2018 e 2019, houve a queda de 44 casos, sendo 202 ano passado e 158 neste ano. 

O indicador da letalidade violenta – que é composto por homicídio doloso, morte por intervenção de agente do Estado, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte – registrou um aumento de janeiro para fevereiro de 2019, com 16 contra 25, respectivamente. 

Apreensões – De acordo com o levantamento divulgado no conselho, 77 armamentos foram apreendidos durante ações do 12º BPM entre 15 de janeiro a 13 de março de 2019. 

Foram recuperadas 40 pistolas e 10 simulacros de pistolas, 14 revólveres, oito fuzis e um simulacro de fuzil nos primeiros três meses deste ano. 

“Quando a gente esquece esses números de apreensões de armas, principalmente de fuzil que não é uma arma que encontramos na esquina, e olha somente o número de mortes em confronto, a gente vê a gravidade deste problema. Historicamente, Niterói nunca apreendeu tanto fuzil em tão pouco tempo”, disse o coronel Paulo Henrique de Moraes, secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM).

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Comentários

Rejane Monteiro Moreira
Se começarem por fechar os Portões de TODAS as Escolas Públicas do País, já estará ajudamento muito.
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