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Niterói: parte dos servidores da educação segue em greve

Enquanto sindicato trabalha com 50% das unidades, prefeitura garante que apenas 4% dos funcionários aderiram

Cerca de 50 pessoas realizaram uma manifestação na frente da sede, na Rua Visconde do Uruguai, no Centro

Foto: Lucas Benevides

Professores e funcionários da rede municipal de educação mantêm a greve nas escolas de Niterói, deflagrada na última terça-feira. Uma nova assembleia será realizada nesta quinta-feira (17) entre a categoria para decidir o rumo do movimento. Durante uma manifestação na sede da Fundação Municipal de Educação nesta quarta-feira (16), no Centro, uma comissão da greve foi recebida, porém, não houve avanço nas reivindicações. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) - Núcleo Niterói, cerca de 50% das escolas já aderiram ao movimento, mas o número pode aumentar. 

Segundo a Prefeitura de Niterói, pelo segundo dia consecutivo, as escolas municipais de Niterói ficaram abertas e funcionando. Ainda segundo o Executivo, apenas 4% dos funcionários da Secretaria Municipal de Educação (professores, pedagogas, merendeiras, porteiros) não compareceram ao trabalho terça e nesta quarta. A prefeitura ressaltou que, a partir deste mês, os profissionais da rede municipal de educação de Niterói passarão a receber quinquênios (adicional por tempo de serviço), inclusive com pagamento dos retroativos. O pagamento da progressão de classes e níveis será efetuado a partir deste mês. Os adicionais transitórios serão incorporados a partir de 1º de julho de 2018, conforme aprovado pelo Legislativo.

Cerca de 50 pessoas se reuniram na sede da FME na manhã desta quarta, com blusas e frases de ordem para cobrar, além das melhorias na educação, um encontro com o prefeito Rodrigo Neves. Chamados para uma reunião com representantes da fundação e da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, a Sepe informou que foram poucos os avanços em relação às reivindicações. Dos pedidos discutidos, foi prometido o pagamento do Plano de Carreira, com regularização na folha de maio e pagamento em junho, regularização da merenda escolar até o fim de maio e resolução da falta de uniformes, com promessa de licitação em andamento, de acordo com o sindicato.

Já a reposição das perdas salariais, criação de cargos e convocação dos concursados, mudança de cargo de merendeiras para cozinheiras, que resulta em redução de carga horária - já que houve a mudança de função e mais atribuições para os funcionários -, melhoria da infraestrutura das escolas (climatização de toda a rede, bibliotecas e laboratórios de informática), superlotação de turmas e melhorias para a Educação Inclusiva e Infantil ficaram sem resposta, ainda de acordo com o Sepe.

Para o coordenador do Sepe, Diogo de Oliveira, o objetivo não é prejudicar os mais de 30 mil alunos da rede, nem manter a greve por muitas semanas, mas buscar os compromissos. 

Das oito escolas municipais visitadas nos bairros de Ponta da Areia, Icaraí, Santa Rosa, Fonseca e Barreto na manhã desta quarta-feira, apenas uma escola havia aderido à greve, a Escola Municipal Nossa Senhora Da Penha, na Ponta Da Areia. Entretanto, em outras unidades, alguns professores e funcionários aderiram ao movimento, parando parcialmente as aulas, caso da E. M. Jacinta Medela, no Fonseca, onde um professor de educação física aderiu e da E. M. Altivo César, no Barreto, que teve baixas de funcionários, apesar de a escola funcionar.

Em dois locais, E. M. Julia Cortines, em Icaraí, e E. M. Mestra Fininha, no Barreto, as unidades não aderiram à greve, mas já avisaram que ficarão paralisadas nesta quinta para a participação da assembleia que definirá o futuro do movimento. Já a Unidade Municipal De Educação Infantil Portugal Pequeno (Umei), na Ponta da Areia, E. M. Professor Paulo de Almeida Campos, em Icaraí, e Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei) Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, em Santa Rosa, não aderiram ao movimento e não souberam informar se participarão da assembleia.

Nesta quinta-feira, às 8h, será realizada a Assembleia de Greve no Sindicato dos Bancários de Niterói, no Centro. Às 10h terá uma Marcha em Defesa da Educação de Niterói. 

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Comentários

Elson Luiz
Importante ressaltar que é preciso que as gratificações sejam de fato incorporadas aos salários para que os profissionais da educação não fiquem nas mãos dos governantes!
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