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Niterói terá 40 ônibus elétricos

Frota irá atender a passageiros da TransOceânica e reduzirá emissão de gases de efeito estufa em 47%

A circulação de ônibus elétricos na TransOceânica irá promover uma redução de 47% na emissão de gases de efeito estufa na Região Oceânica de Niterói. É o que comprova um estudo da WRI Brasil, ONG internacional com sede em Washington, especializada em mobilidade urbana sustentável. De acordo com o levantamento, em 15 anos a redução será equivalente ao plantio de árvores em uma área ocupada por 2.510 campos de futebol. A Prefeitura de Niterói lançará, na próxima semana, o edital de licitação para a compra de 40 coletivos elétricos à bateria que serão usados nas linhas do BHLS TransOceância. Em todo o Brasil, há hoje cerca de 20 ônibus deste tipo em operação.

A implantação dos ônibus elétricos na cidade faz parte de um compromisso da Prefeitura para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa. A iniciativa também está alinhada com a política da atual administração municipal em priorizar a sustentabilidade em todos os seus projetos.

“Após mais de 40 anos de promessas, tiramos o túnel Charitas-Cafubá do papel em um prazo recorde, menos de dois anos. E, em menos de três anos, estamos entregando uma nova Francisco da Cruz Nunes, com um corredor de transporte, mobilidade e uma rede de ciclovias, sobretudo com uma avenida que antes era uma estrada precária, sem iluminação, sem infraestrutura, sem drenagem, sem pavimentação, que terá o primeiro BHLS do Brasil e o primeiro com ônibus elétricos da América do Sul”, diz Rodrigo Neves.

Além de reduzir a poluição, quando os 40 ônibus elétricos estiverem em circulação, Niterói terá a maior frota do Brasil de veículos deste tipo, que são mais eficientes, econômicos, além de não poluentes. Hoje, Campinas (SP) tem a maior frota de ônibus elétricos, com 13 veículos cedidos por uma empresa privada. A cidade de São Paulo tem um ônibus deste tipo em circulação e encomendou outros sete, que entrarão em operação nos próximos meses. Bauru (dois veículos) e Santos (um ônibus) são as outras cidades com elétricos em circulação.

A TransOceânica terá um corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão, passando por 12 bairros da Região Oceânica e beneficiando 125 mil moradores. 

Pesquisa - Em linhas gerais, o estudo da WRI Brasil fez uma comparação entre a atual frota movida a diesel e a nova frota, com a inserção de 20 ônibus elétricos numa primeira etapa e posteriormente mais 20 numa segunda. Foi levado em conta que as emissões de dióxido de carbono (CO2) e de poluentes locais de uma determinada frota variam em função consumo de combustível (L/100 km), fator de emissão (g/L ou g/km), número de veículos e distância anual percorrida (km/ano). Os poluentes locais que calculados são o óxido de nitrogênio (NOx) e material particulado (MP). 
“O WRI Brasil impulsiona a adoção de ônibus limpos através de uma ferramenta que compara os custos e as emissões de frotas de ônibus urbanos com diferentes características. Os resultados podem auxiliar os tomadores de decisão no planejamento e transição para frotas mais limpas”, diz o professor Luis Antonio Lindau, Ph.D em transportes, e diretor do programa de Cidades do WRI Brasil. 

Licitação - A compra dos ônibus elétricos será por meio de um pregão para ata de registro de preços (ARP). A licitação será publicada nos próximos dias. O valor de cada unidade foi estimado em R$ 1.299.000,00, totalizando um investimento por parte da prefeitura de R$ 51.960.000,00. Esses ônibus serão cedidos por tempo determinado para o consórcio que vai operar o sistema de transportes da TransOceânica. O consórcio também está adquirido 43 novos ônibus a diesel para o BHS.
Os ônibus que estão sendo adquiridos terão ar condicionado e porta dos dois lados, no nível da calçada. Os elétricos terão autonomia mínima com carga completa da bateria para 200 quilômetros
Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Renato Barandier, a TransOceânica, além de reduzir as emissões de gases poluentes em seis meses, irá diminuir os engarrafamentos e melhorar a qualidade do transporte público. 

Estações - A TransOceânica contará com 13 estações do BHS. Todas terão câmeras de segurança, sistema de sonorização que permitirá a comunicação do Centro de Controle com os passageiros, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus na estação, e uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos em um mapa. Elas estarão localizadas em diferentes pontos ao longo do corredor viário. 

Ciclovia - A TransOceânica também terá uma ciclovia com aproximadamente 3,2 quilômetros de extensão e inclui no seu traçado as principais vias da região, como as ruas Manoel Pacheco de Carvalho, Delfina de Jesus e Professora Alice Picanço, Eduardo Lúcio Picanço e Augusto Vieira Jacques; a Avenida Santo Antônio e Estrada Francisco da Cruz Nunes. Ao longo foram instalados 1206 pontos de luz com lâmpadas led nas calçadas e no canteiro central. 

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Comentários

VINÍCIUS AZEVEDO M.CASTRO
Ônibus elétrico em Niterói kkk desandou tudo de vez mesmo!!!
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LUIZ AUGUSTO DE ALMEIDA FRAGA
As Luzes de led já estão queimando e sem manutenção (ver luzes em frente ao Banco do Brasil, da Francisco Nunes) , os sinais de transito queimados e quebrados, as ruas transversais escuras. As obras são feitas, mas não existe um projeto de manutenção periódica.
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