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Novo ciclo na Energia do Sabor

Tradicional feijoada com elementos da culinária sírio-libanesa foi o prato vencedor da competição de encerramento

Os alunos mostraram dedicação e criatividade na preparação dos pratos

Foto: Evelen Gouvêa

Mais uma turma de alunos do projeto social Energia do Sabor concluiu nesta terça-feira (10), o curso de formação de cozinheiro internacional da Universidade Unilasalle, em Santa Rosa. A prova final foi uma competição entre os estudantes - jovens entre 18 e 25 anos de comunidades de Niterói e São Gonçalo -, que prepararam pratos da culinária brasileira com o tema de “Repaginação”. Os jurados foram os chefs renomados Claude Troisgros, Silvia Paludo e José Hugo Celidônio, além de Fernanda Amaral, da responsabilidade social da Ceg, parceira do projeto. A tradicional feijoada com elementos da culinária sírio-libanesa foi o prato vencedor. 

Os 20 alunos formandos foram divididos em quatro grupos para a competição, para a avaliação do sabor dos pratos e a apresentação final. O primeiro grupo apresentou um Escondidinho à Francesa, seguidos de um Risoto de Moqueca, que ficou em segundo lugar na prova. O terceiro grupo preparou a Feijoada com elementos da culinária sírio-libanesa e, por último, foi a vez do Baião do Mar, uma receita que juntou o Baião de Dois com a Paella.

Pela primeira vez jurado da competição, Claude Troisgros, renomado chef francês, se mostrou impressionado com a qualidade e criatividade dos pratos apresentados, sobretudo pela pouca experiência dos alunos, um ano. Para ele, todos estavam deliciosos. 

“Quando criamos algo em cima de uma receita tradicional, temos a tendência de ir ‘longe demais’, mas isso não aconteceu aqui. Tecnicamente falando, eles foram certeiros em tudo… Foi difícil ter que escolher um, pois à sua maneira, estavam deliciosos”, elogia. 

A feijoada, criada pelos alunos Victor Félix, Dayanna Silva, Stefane Ferreira, Maiara Alves e Thayná Medeiros, ganhou por unanimidade nos quesitos pedidos pelos jurados. Para eles, o curso foi determinante na carreira a ser seguida, aprendendo desde o corte correto dos alimentos a culturas de outros países e a harmonização da comida.

O curso prepara os estudantes em nove meses de aulas práticas, onde aprendem pratos da gastronomia internacional, passando por técnicas europeias e asiáticas, além da própria cozinha brasileira. Também são dadas aulas teóricas sobre mercado de trabalho, cardápio e precificação de produtos, totalizando um ano. Para Vicente Maia, coordenador e professor do curso, esta foi uma turma especial, pois desde o início os alunos se mostraram empenhados. 

A iniciativa é uma parceria entre a Ceg, empresa do grupo Gas Natural Fenosa, e a instituição. São mais de 120 alunos formados em sete edições, sendo duas de confeitaria e panificação e cinco de cozinheiro internacional. Para Fernanda Amaral, responsável pela responsabilidade social da Ceg, o projeto Energia do Sabor é fundamental para a vida desses estudantes. 

“98% dos que já passaram por aqui estão empregados, alguns em grandes hoteis e restaurantes. Vemos a mudança na vida deles e a evolução que tem ao receberem o primeiro passo para a carreira”, finaliza.  

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