Assine o fluminense

Pacientes enfrentam travessia perigosa na Caetano Monteiro

Moradores de Pendotiba e funcionários da Pestalozzi também sofrem com a falta de sinalização na estrada

Pedestres correm risco ao atravessar entre os carros

Evelen Gouvêa

Diariamente, pacientes e responsáveis que frequentam a Associação Pestalozzi de Niterói, assim como moradores da área, de Pendotiba, se arriscam na tentativa de atravessar ambos os sentidos da Estrada Caetano Monteiro, na altura do número 857.

Há anos existe o pedido de que o trecho, de declive e curva acentuada, ganhe sinalização vertical, horizontal e semafórica, mas nada foi feito.

Em tratamento na instituição há oito meses, a aposentada Elena Tomaz da Silva, de 65 anos, que possui necessidades especiais, ainda está treinando andar com sua prótese na perna direita, mas frequentemente precisa “correr” para atravessar a via e pegar o ônibus da volta. O medo de cair e se machucar é grande.

“Costumo vir de carro, mas quando minha filha não pode me trazer, fico suscetível a esses riscos. Temos que esperar um período em que não esteja passando ônibus ou carro para atravessar, é muito perigoso”, comenta. 

Quem frequenta o local pede que seja instalado um semáforo, faixas para pedestres ou sinalizações asfálticas que obriguem os motoristas a diminuir a velocidade, pois mesmo sendo um local de declive e curvas acentuadas, veículos trafegam de maneira acelerada. Uma passarela também foi apontada como solução.

“Trago meu filho para a Pestalozzi há dois meses e preciso atravessar a rua para chegar aqui. Espero diminuir o fluxo e vou, mesmo com filho no colo. É um perigo muito grande para quem tem pouca mobilidade, mas temos que chegar”, disse a doméstica Luana Vicente, de 38, com o filho Samuel, 5. 

Procurada, a Pestalozzi informou que já solicitou por diversas vezes uma intervenção no trecho ou a pintura de sinalização horizontal alertando para a travessia de pessoas com deficiência e que já houve por parte da Prefeitura, há mais de 10 anos, um estudo de implementação de passarela para atender aos pacientes. 

Em 2015, a Prefeitura de Niterói, através do departamento de infraestrutura viária da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), divulgou que em frente à Pestalozzi seria impossível a instalação de semáforos ou passarela, por haver um declive e a pista ser sinuosa, mas que já havia uma sinalização a 150 metros do local, após as curvas e a declividade, para preservar vidas. Na época, o Executivo também havia afirmado que existiam estudos avançados para implementar uma sinalização antes da descida da Pestalozzi.

Até o fechamento da edição, o Executivo Municipal não havia respondido aos questionamentos. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top