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Para todos os gostos

Antonio José Barbosa aborda temas do mundo jurídico, além de problemas relacionados à segurança, política e da cidade. E-mails para esta coluna:antoniojmadv@gmail.com

Vou para que lado

Ser ou não ser (to be or not to be)

Esta frase celebre do escritor inglês Shakespeare  serve para demonstrar uma solução difícil de ser resolvida para um problema que mexe com vários segmentos da população do Estado do Rio. Devem continuar as ações policiais nas favelas com o emprego de helicópteros?

Certos grupos pedem o fim,  para livrar os moradores de riscos de mortes, como têm acontecido com traficantes, policiais civis e militares, além de próprios moradores. Inclusive,  pedem o fim de vôos das aeronaves.

Mas, por outro lado, muitas pessoas apóiam as investidas contra os bandidos, independentes das vítimas. Alegam que os morros se transformaram numa fortaleza do tráfico desde que o então governador Leonel Brizola proibiu a blitzen nos morros.

É uma indagação que deixa muita gente num xeque-mate para tomar posição, favorável ou não.

Quase todos governos  deixaram o problema em ponto morto, à exceção dos então governador Sérgio Cabral e com maior intensidade, do governador Pezão.

O problema ficou tão sério que o presidente Temer tomou a decisão de intervir na segurança do estado, com meia-sola: as verbas prometidas nunca chegavam.

Em sã consciência, as comunidades têm razão. Quais os meios  que permitirá o combate ao tráfico, se as policias estão sucateadas  com o serviço de inteligência sofrendo os efeitos?

O problema é supersério, ou melhor, um problemão.

Tanto um lado com o outro o outro, contam com ótimos argumentos, bem válidos. Um teme a morte e os feridos; outro, só pensa na insegurança existente no Rio e municípios da Baixada,  que reina em todo esses lugares

Para a policia, sem uma ação, o problema se agravará e o tráfico voltará a brilhar com todos os seus esplendores. Conta com defensores de diversas matrizes

Já para os integrantes dos direitos humanos, essas investidas têm de acabar para voltar a tranqüilidade aos moradores da comunidade que sofrem as consequência, do pró e contra.

Entende que o egoísmo não pode sobrepor à  paz e ao amor.

Juntar esses pólos é o cerne da questão. Todos têm razão e, ao mesmo tempo,  não.

A solução é um quebra-cabeça para os partidários do sim e do não.

Com a cabeça fria, é necessário encontrar um denominador comum para que os dois lados se entendam, sem que a segurança da cidade seja lançadas às calencas gregas.

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