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Pessimismo no setor industrial da região

Retomada das atividades será lenta, revela Firjan

Perdas no setor de óleo e gás refletiram fortemente na região, mostrando que a atividade industrial no Leste segue mais lenta que em outras regiões do estado.

Foto: Petrobrás / Divulgação

Os empresários industriais do Leste Fluminense estão entre os mais pessimistas em relação à recuperação econômica do estado no primeiro semestre de 2018. Conforme a Sondagem Industrial, as perdas no setor de óleo e gás refletiram fortemente na região, mostrando que a atividade industrial no Leste segue mais lenta que em outras regiões do estado. 

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (12) pela Firjan durante a apresentação da palestra Retratos Regionais – Cenário Econômico, em que os coordenadores de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias, William Figueiredo e Jonathas Goulart, apresentaram o cenário econômico do Leste Fluminense e também a conjuntura estadual e nacional. Segundo, William Figueiredo, a utilização da capacidade instalada das indústrias da região está em 48%, o nível mais baixo dos últimos seis anos e abaixo da média histórica, de 57,8%. 

O volume de produção dos industriais do Leste em 2017 ficou muito aquém (42,5 pontos) com nível de estoques alto (55), gerando no empresário da região uma situação de pessimismo para 2018. 

“Para alterar esse quadro, a economia precisa reagir, as vendas e a produção industrial serem retomadas, para depois voltar a contratar”, destacou William Figueiredo, lembrando que a média da expectativa é de 50 pontos. Ou seja, abaixo disso, remete à situação de pessimismo do empresariado. 

O baixo nível de atividade da região também foi observado com a queda das importações em 2017. O volume atingiu US$ 354 milhões no ano passado contra US$ 851 milhões em 2016. Uma queda de 59% de um ano para outro. Comparando com 2014, quando as importações atingiram quase US$ 1,4 bilhão, o tombo é muito maior. As importações da região são compostas sobretudo por insumos produtivos. Essa forte queda nas importações é outro sinal da lentidão na retomada da atividade industrial na região. 

Ainda de acordo com a Sondagem, os dados também se refletiram no mercado de trabalho. Em 2017, na região foram fechados 9.233 postos de trabalho, sendo 5.245 só em Serviços. Já a indústria reduziu 2.756 vagas no período. Niterói foi a cidade mais afetada, com 5 mil demissões. 

“Em contrapartida, as pessoas passaram a buscar oportunidade empreendendo. O número de microempreendedores cresceu 15% e o registro de empresas cadastradas no ano passado no Simples Nacional aumentou 11% em relação a 2016”, ressaltou o economista da Federação. 

A crise econômica no estado se reflete diretamente na atividade industrial da região. A pesquisa mostra que os empresários entrevistados continuam insatisfeitos com as condições financeiras de suas indústrias. O impacto é percebido diretamente na falta de caixa, diante das baixas margens de lucro e da dificuldade de acesso a crédito. 

“Vale destacar que em um cenário de recuperação econômica, a primeira coisa que sinaliza que o empresário vai retomar investimentos é a melhora da situação financeira, uma vez que grande parte dos investimentos do setor privado são realizados com capital próprio, dado os elevados custos e dificuldades de acesso ao crédito”, detalhou William Figueiredo. 

Com relação à conjuntura econômica brasileira e estadual, Jonathas Goulart destacou que o país começa a apresentar resultados positivos, entre eles o crescimento de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado. Já o estado do Rio, de acordo com projeções da Federação, registrou queda de 0,6%. 

“O estado do Rio está numa situação diferente do cenário nacional principalmente por conta da questão fiscal”, explicou Jonathas Goulart, acrescentando também o efeito negativo dos problemas de segurança pública na economia fluminense. Para este ano, a Firjan projeta crescimento de 2,8% do PIB brasileiro e de 1,9% do PIB fluminense. 

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Comentários

Eunezio de Souza Monte raso
E aquele papo furado das obras da Petrobras em Itaboraí , já sei é pura eleitoreira pra enganar os trabalhadores ai os trabalhadores gastão o que não tem pra fazer cursos que não vai valer de nada no futuro .
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