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Postos têm até briga por combustível

Segundo o sindicato da categoria, 90% dos estabelecimentos já estão com os seus tanques vazios

Em um posto da Avenida Central, houve agressão entre motoristas que aguardavam na fila para abastecer

Foto: Reprodução de Vídeo

Até esta quinta-feira (24), a greve dos caminhoneiros, iniciada na última segunda-feira, já havia deixado cerca de 90% dos postos do Estado com os tanques vazios. A estimativa é do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência no Estado do Rio de Janeiro (Sindestado-RJ). Os poucos que ainda tinham combustíveis amanheceram com longas filas, que se estendiam por vários quarteirões. 

De acordo com o Sindestado-RJ, não é possível precisar a região ou o município mais afetado, devido à capacidade dos tanques de cada posto, da frequência com que ele é reabastecido e sua localização. 

O presidente do Sindestado, Ronald Barroso do Couto, ressalta, no entanto, que em média os postos costumam recompletar seus tanques a cada três dias e que, por isso, o desabastecimento deverá ser geral em todo o Rio de Janeiro. A estimativa divulgada nesta quinta era de que de 80% a 90% dos estabelecimentos já estavam sem combustíveis.

Pela manhã, os poucos postos que ainda possuíam combustíveis estavam lotados. 

Durante toda a madrugada de quarta para quinta, o estabelecimento da Avenida Quintino Bocaiúva, no número 417, abasteceu ônibus de diversas empresas. Pela manhã, a gasolina comum acabou às 8h, mesmo assim, a fila percorria três quarteirões na espera pela gasolina aditivada e o etanol. 

Na Avenida Central, na Região Oceânica de Niterói, pelo menos 70 veículos aguardavam para abastecer em um dos pontos, o que terminou em confusão. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver várias pessoas se agredindo.

No fim da tarde, o posto da Alameda São Boaventura, no Fonseca, esquina com a Avenida João Brasil, era um dos poucos que ainda tinham combustíveis no tanque. A longa fila para abastecer se estendeu por vários quarteirões, obstruindo uma das faixas da Alameda, principal via do bairro e que serve de acesso para quem segue de São Gonçalo em direção ao Centro e à Ponte Rio-Niterói. Como resultado, formou-se um grande congestionamento na via.

A 1001 Urbano informa que a greve dos caminhoneiros que afeta todo o País prejudicou o abastecimento de óleo diesel, e as linhas que operam na Região Metropolitana, ligando Niterói ao Rio de Janeiro, vão permanecer em esquemas reduzidos. 

Para que a população seja menos prejudicada, a empresa comunica formalmente as alterações e atualizará sempre que necessário, até que a situação seja normalizada. 

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