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Greve: imbróglio da Educação prossegue em São Gonçalo

Reunião entre prefeitura e MP vai definir Termo de Ajustamento de Conduta

Cerca de 100 profissionais protestaram ontem na Praça Arariboia antes de seguir para a audiência no Centro do Rio

Marcelo Feitosa

Na próxima segunda-feira, dia 15, quando é comemorado o Dia dos Professores, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizará uma audiência com representantes da Prefeitura de São Gonçalo, a fim de fechar um acordo e acabar com a greve da categoria, que já dura 68 dias. O órgão vai apresentar uma proposta à gestão municipal e elaborará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ser assinado pela prefeitura, garantindo a resolução do impasse.  

A decisão foi tomada nesta terça-feira (09), durante uma audiência de conciliação entre os professores e a Prefeitura de São Gonçalo, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). De acordo com a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de São Gonçalo, Maria do Nascimento, a administração municipal apresentou uma nova proposta, mas que ainda não atendia às reivindicações da categoria. A greve, que teve início em agosto, tem como pauta o reajuste salarial dos professores para o piso nacional de 2015 e reajustes salariais para funcionários (merendeiros, auxiliares de creche e inspetores). 

“A prefeitura apresentou uma outra proposta, mas que também não contempla a nossa reivindicação. O MPRJ estava presente e reforçou a importância da conciliação, porque já estamos há dois meses negociando. A presidência do TJRJ entendeu a situação e perguntou aos representantes da prefeitura se eles teriam uma proposta mais concreta, mais justa. Eles alegaram que não havia dinheiro”, contou Maria. 

A diretora do Sepe acredita que o impasse entre a categoria e a Prefeitura de São Gonçalo pode, finalmente, ter um desfecho positivo na segunda. 

“A nossa esperança é que na segunda-feira todo esse enredo termine. Estamos confiantes de que eles (prefeitura) vão entender a urgência dessa negociação, para que cheguemos ao fim dessa greve, que está ruim para todo mundo. É um prejuízo para os alunos e para nós, professores, que teremos que fazer essa reposição”, completa. 
De acordo com a diretora, até a manhã de , o prefeito da cidade, José Luiz Nanci, insistia em divulgar que a proposta do município de adequação do salário de professores, através de abono, em três partes - 4% em setembro deste ano, 4,5% em janeiro de 2019 e em abril, mais 4% - atendia à reivindicação da categoria, o que os profissionais negam. 

Nesta quarta-feira (10), uma nova assembleia dos professores está marcada, às 9h, no Boaçu, onde serão apresentados os resultados da audiência desta terça. 

A audiência com o TJ-RJ foi marcada após a Prefeitura de São Gonçalo entrar com uma ação contra a greve da categoria, determinando por liminar que apenas cerca de 20% dos funcionários de cada instituição poderiam paralisar. 

Manifestação - Para divulgar a situação da educação de São Gonçalo, cerca de 100 profissionais da rede se concentraram na Praça Arariboia, no Centro de Niterói, por volta de 12h, e seguiram viagem de barcas com cartazes e músicas de apoio até a sede do TJRJ, no Centro do Rio. Lá, outros 200 professores se uniram ao grupo, manifestando o apoio à reivindicação, até o fim da audiência. 

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Comentários

Rejane Monteiro Moreira
São Gonçalo tem que fazer manifestação em São Gonçalo.
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