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Antonio José Barbosa aborda temas do mundo jurídico, além de problemas relacionados à segurança, política e da cidade. E-mails para esta coluna:antoniojmadv@gmail.com

Quem é o culpado?

Confira a coluna desta semana de Antonio José Barbosa da Silva, presidente da OAB de Niterói

Aumento da gasolina, gás de cozinha, energia e entressafra são os principais problemas para o aumento da inflação e não apenas reflexos da greve dos  caminhoneiros. Lançar a responsabilidade só em cima deles não é justo, embora  o movimento tenha deixado muitas sequelas,  que ainda persistem na economia na economia, o que é um  fato.

Eles lutavam por melhores condições de trabalho e, tanto é verdade, que durante bom tempo foram apoiados por uma grande parcela da população.

No caso aqui cabe perfeitamente “dai a César o que é de César”.

A inflação está elevada não é por culpa apenas dos caminhoneiros, mas da malfada subida da energia, da gasolina, do gás e da entressafra (a produção  agropecuária despencou).  Tudo contribui para a elevação dos preços.

A energia elétrica, o gás de cozinha e a gasolina podem ter jeito. Basta o governo encontrar um meio termo para agradar a população, sem quebrar o combate a inflação, evitando que os aumentos sempre recaiam nos produtos e outros materiais de consumo. Há meios para tudo. Basta  que os técnicos da área econômica queiram resolver, para pôr fim aos efeitos da assombração da greve dos caminhoneiros, até hoje explorada a fim de justificar a falta de produtos e das elevações de preços.

A greve é o boi de piranha.

A entressafra, que todo ano existe e já faz parte do calendário, é de  impossível controle, já que tudo depende da natureza. Vaca com redução de leite e escassez de produtos fazem parte desse universo, para qual a mão do homem não tem poder de determinar o fim, nem com toda a tecnologia ao dispor. A não ser com esse material orgânico fabricado nos laboratórios e considerados perigosos para a saúde.

Retirando o que a natureza promove, cabe ao governo fazer o restante, para retirar esse peso do consumidor. Subidas de preços quase diárias, e na moita, pegam todos de surpresa com essa maldade, que precisa terminar para um final feliz que agrade a todos, sem que o ônus da conta recaia apenas sobre a população.

Implantar meios alternativos de transporte, com incremento de ferrovias, bem como a utilização de outras fontes de energia, de modo a diminuir a dependência do transporte rodoviário e das hidroelétricas.

Mas, para tanto, existe a necessidade de as autoridades mostrarem interesse em solucionar o angustiante problema para evitar o descrédito, com a balança pesando mais para as vantagens, quanto ao frete, obtidas pelos caminhoneiros.

Finanças públicas combalidas, necessidade de ajuste fiscal e corrupção, dentre outros fatores, dificultam os investimentos tão necessários. Mas há opções, tais como a utilização de parcerias e concessões, que possam finalmente fazer o futuro chegar para este país rico, trazendo paz e prosperidade para seu povo trabalhador.

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