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Recursos para a mobilidade urbana

Verba de US$ 100 mil será disponibilizada a partir de março para elaboração de plano que vai priorizar o transporte coletivo

"Niterói possui inúmeros projetos direcionados à mobilidade, no entanto, é preciso integrar as estratégias" Renato Barandier, Subsecretário de Urbanismo

Foto: Douglas Macedo

O município de Niterói recebeu investimento de US$ 100 mil do Banco de Desenvolvimento da América Latina, para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). A verba será disponibilizada a partir de março, quando a prefeitura vai assinar um termo de cooperação técnico-financeiro com o banco. O recurso será aplicado na resolução técnica do plano, que prevê o mapeamento das vias da cidade, a fim de compreender o sistema de deslocamento, através de uma rede matemática de dados.

Nos próximos dias, uma empresa será indicada pelo banco para realizar a consultoria técnica do plano, cuja meta principal é priorizar o transporte coletivo e o não motorizado. A consultoria consiste no levantamento de dados das regiões, com base no quantitativo de veículos individuais, coletivos, na malha cicloviária e nos horários de pico. 

Após diagnosticar a dinâmica de deslocamento da cidade, os dados serão modelados em uma rede matemática de monitoramento de vias. O sistema deve apontar os principais pontos de congestionamento a partir de informações que indicam o número de veículos trafegando, o espaço que eles ocupam na via e a dimensão da área disponível para tráfego. 

“Essas medidas fazem parte das etapas iniciais do PMUS, onde integramos a usabilidade dos dispositivos eletrônicos ao trabalho de campo. Dessa forma podemos obter alternativas viáveis, sem a necessidade de duplicar vias, alargar ruas ou construir pontes. Por meio desse projeto, será possível estudar as propostas da população, visto que teremos dados suficientes para analisar a viabilidade do metrô ou do BRT, como recurso de transporte em determinadas regiões”, afirma o subsecretário de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Renato Barandier. 

Em 2014, Niterói pleiteou um patrocínio dentro do programa de Cooperação Andina de Fomento (CAF) e a cidade foi selecionada no ano passado para receber o recurso. O investimento faz parte de uma ação do banco, que fomenta o desenvolvimento da América Latina na esfera da mobilidade urbana. 

O projeto tem o apoio do Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento e da World Recources Institute, que são as Organizações Não Governamentais (ONGs) mais importantes do mundo. De acordo com Barandier, a verba foi concedida ao governo para prover a agilidades das soluções urbanas na região fluminense. 

“Nos candidatamos a essa concorrência, pois o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável representa a última diretriz a ser colocada em prática, dentro dos instrumentos de gestão. Niterói possui inúmeros projetos direcionados à mobilidade, no entanto, é preciso integrar as estratégias ao plano cicloviário e aos veículos não motorizados. Por isso, iremos incentivar o uso desses meios de transporte, oferecendo estrutura e alternativas de locomoção, por meio de diagnósticos inteligentes que serão coletados na pesquisa de campo”, assegura. 

O que é – O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável é uma exigência da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que institui o deslocamento ordenado de pessoas e cargas nas grandes cidades. Através do convênio com o Banco de Desenvolvimento da América Latina, a prefeitura espera dar andamento a todas as ações previstas no plano até o fim deste ano. 

O projeto inclui a coordenação do tráfego de transporte de cargas, motocicletas, bicicletas, medidas de segurança no trânsito, criação de áreas de estacionamento e desenvolvimento da mobilidade em comunidades carentes. 

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