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São Gonçalo deve ter frota de ônibus climatizada até 2020

Alteração vai acontecer de forma gradual e terá início já em 2017 com 20% dos carros

Quem utiliza diariamente os ônibus municipais em São Gonçalo sofre com o calor nos coletivos

Foto: Douglas Macedo

O prefeito de São Gonçalo, José Luiz Nanci, sancionou nesta segunda-feira (24) uma lei que promete solucionar uma das principais queixas da população gonçalense: o calor dentro dos ônibus municipais, apesar do alto preço das passagens (atualmente, R$ 3,95). A lei, de autoria de todos 27 vereadores da Câmara Municipal, determina que a climatização seja realizada de forma escalonada.

Segundo a nova lei, ainda este ano, as empresas de ônibus do município deverão equipar 20% do total de suas frotas. Até o final de 2018, deverão ser climatizados mais 20%. A colocação dos aparelhos continua em 2019, com mais 30% da frota, e se encerra em 2020, quando todos os coletivos deverão estar climatizados.

Um dos autores da proposta, o peemdebista Eduardo Gordo alegou que não há fundamento para que a tarifa de ônibus do município custe R$ 3,95 sem que os coletivos estejam equipados com ar-condicionado.

“Apresentei a proposta porque a população paga um preço alto pela passagem no nosso município. Um preço similar ao de cidades vizinhas, em que os ônibus, em sua maioria, tem ar-condicionado”, explicou o parlamentar, acrescentando que, em janeiro deste ano, o reajuste das tarifas foi de 14,5%, e que “seria arbitrário um novo aumento pelo simples fato de se cumprir uma exigência”.

Por sua vez, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) informou que acredita ser muito difícil o cumprimento da meta prevista por parte das empresas de ônibus do Consórcio São Gonçalo de Transportes. Segundo o sindicato, não há margem para um investimento de tal ordem e, para que sejam estes sejam feitos, serão necessários ajustes que irão impactar no valor das tarifas.

“Entre 2014 e 2016 a demanda do setor caiu 16,5%. O cenário é de queda de demanda, perda de mão de obra, elevação do endividamento das empresas e aumento do índice de encerramento das atividades”, diz a nota do Setrerj.

Ainda de acordo com o texto sancionado, o descumprimento da nova norma acarretará, para a empresa infratora, a retenção imediata do veículo, com a consequente proibição de retornar a circular até que seja cumprida a exigência; além de uma multa de até 30 vezes o salário-mínimo.

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Comentários

aderbal santos
Piada!!! Duvido que seja cumprida!!! Nem a limpeza básica é feita nesses ônibus, são nojentos e muito sujos!!
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