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São Gonçalo festeja seus 128 anos

Centenas de pessoas marcaram presença no tradicional desfile cívico em comemoração ao aniversário da cidade

Banda de Gaitas Brazilian Piper’s animou o público gonçalense

Foto: Lucas Benevides

Centenas de pessoas compareceram ao desfile cívico e militar em homenagem ao aniversário de 128 anos de emancipação político-administrativa de São Gonçalo, comemorado neste sábado (22). Participaram do evento, na Rua Doutor Feliciano Sodré, no Centro, o prefeito do município, José Luiz Nanci, o comandante do 7º BPM, tenente-coronel André Henrique, e demais autoridades da cidade. O clima foi de alegria pela data, mas também de protestos pela situação econômica da cidade.

O evento teve início às 8h30 com o hasteamento da bandeira do município, feito pelo prefeito, e das bandeiras do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, hasteadas pelo presidente da Câmara de Vereadores, Diney Marins, e o general de brigada do Exército Brasileiro, Antonio Ribeiro da Rocha Neto, respectivamente. Durante a cerimônia, a Orquestra Municipal, sob comando do maestro Leandro Campanate, executou o Hino Nacional e o Hino Municipal.

O desfile começou com a participação do Exército e da Marinha, que levou a Tropa de Reforço dos Fuzileiros Navais da Ilha das Flores. A Banda de Gaitas Brazilian Piper’s abriu caminho para a apresentação dos policiais militares do 7º BPM de São Gonçalo, do 20º Grupamento de Bombeiro Militar que atua na cidade e a Guarda Municipal.

Instituições como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o Centro de Reabilitação, Educação e Integração Social (CEREI) e a Associação de Pais e Amigos de Deficientes da Audição (Apada) também homenagearam a cidade. Professores e alunos de escolas públicas e particulares encerram a celebração.

Tropas militares iniciaram o desfile em São Gonçalo

Foto: Lucas Benevides

A auxiliar administrativa Andrea Seabra, de 47 anos, que estava há algum tempo sem prestigiar o evento, levou o filho autista de 7 anos e dois coleguinhas para conhecer a homenagem. O pedido partiu do filho, que está estudando a história da cidade.

“Ele queria conhecer o prefeito e ainda trazer um presente para ele, pois disse que era aniversário do município, acabou associando. Nos anos anteriores, o desfile aconteceu durante a semana e, trabalhando, não conseguia vir, então fiz a vontade do meu filho”, contou.

Outra gonçalense que levou a família para homenagear o município foi Roseneide Piais Cunha, 61. A cada convidado que passava próximo de onde estava localizada, a aposentada aplaudia, opinando que é importante participar, mesmo com as dificuldades de São Gonçalo.

Assistindo a homenagem em um palanque montado na frente da Prefeitura de São Gonçalo, o prefeito José Luiz Nanci, listou conquistas de seu mandato como motivos para a cidade comemorar. Entre as razões, citou o pagamento de funcionários e o 13º salário em dia, obras em hospitais e escolas e o avanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em diferentes bairros.

“Temos muita coisa para comemorar. Reconstruímos o Hospital Doutor Luiz Palmier, montamos uma maternidade, que já contabiliza mais de 500 partos e entregamos clínicas e policlínicas, que são muito importantes para a população. Em obras, instalamos mais de 20 Km de manilha, que não aparecem, mas cada R$ 1 gasto, economizamos R$ 4 na saúde, é essencial o saneamento básico”, disse, listando também a entrega de três escolas e duas creches sendo construídas.

Profissionais da Educação, que estão em greve há mais de 50 dias, protestaram durante o desfile

Foto: Lucas Benevides

Há pouco mais de um mês à frente do 7º BPM, o tenente-coronel André Henrique acredita que datas de aniversário funcionam como uma renovação, época de buscar novas metas e objetivos. Segundo ele, o investimento realizado em análise criminal da polícia já está surtindo efeito.

“Nossos números vêm tendo um declínio, em especial no roubo de veículos. Estamos atuando em polícia de proximidade, encontrando a população para atender os pedidos. Além disso, temos feito repressão a eventos irregulares, os bailes funk patrocinados pelo tráfico, já foram aproximadamente 30. Estamos prendendo bastante criminosos e esperamos reduzir os crimes”, finalizou.

Manifestação - Durante o desfile, centenas de profissionais da rede municipal de educação, em greve há mais de 50 dias, aproveitaram a presença das autoridades da cidade para se manifestarem. Houve princípio de confusão, mas a categoria desfilou com escolta policial, faixas e músicas que pediam o pagamento do piso salarial.

De acordo com a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) de São Gonçalo, Maria do Nascimento, mais de 400 profissionais participaram do ato, que teve como objetivo chamar a atenção da população e de autoridades para a situação da educação municipal.

“Não fomos impedidos de desfilar, deixamos claro que era um desfile de protesto pacífico, sem partido político ou pessoas desordeiras. Foi um movimento lindo, com balões, camisas e faixas, também com a participação de alguns pais. Achamos que não conseguimos furar o bloqueio, mas a partir do momento que entramos, não sofremos nenhum tipo de represália ou punição. O público se emocionou e aplaudiu o nosso ato”, contou.

Antes do ocorrido, o prefeito de São Gonçalo opinou que a greve é política e que é uma irresponsabilidade manter os alunos fora da escola, sobretudo já tendo feito a proposta de pagar o reajuste salarial de 12,5% de professores, divididos em partes.

“Eles ficaram durante cinco anos sem aumento, no meu já estou me comprometendo com 12,5%. Em qualquer município, estado ou órgão federal, este aumento pesa no orçamento de todo o lugar. O país está passando por dificuldade econômica, minha maior preocupação é pagar o funcionário em dia. Fico preocupado em dar muito aumento e depois não poder cumprir”, disse, relembrando que já está marcada uma audiência com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no próximo dia 9.

Profissionais da educação aguardam desde maio, data do primeiro prazo para o reajuste salarial, o cumprimento de um acordo entre o MP e a Prefeitura, que garante 11% de reajuste. Segundo a categoria, esse acordo, que previa a adequação do salário ao piso nacional de professores ao longo dos meses, deveria ter sido cumprido até julho. Em maio, o aumento deveria ser de 2,25% e em julho, de 9,25%, o que não aconteceu em ambos os meses, sendo considerado quebra de acordo. 

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