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Saúde intensifica combate ao Aedes na Região Oceânica

Objetivo do mutirão no Engenho do Mato foi identificar possíveis criadouros e orientar a população

Mais de 100 pneus foram recolhidos e encaminhados para reciclagem. Ação contou com 35 agentes comunitários do CCZ

Foto: Luciana Carneiro/Divulgação Prefeitura de Niterói

Em mais uma ação da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, 35 agentes comunitários, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e funcionários do Programa Médico de Família (PMF) percorreram as ruas do Engenho do Mato, na Região Oceânica, na manhã desta terça-feira (10), em um mutirão para identificar possíveis criadouros e orientar a população no combate ao mosquito Aedes aegypti. O prefeito Rodrigo Neves participou do trabalho conversando com moradores e comerciantes sobre a importância da prevenção contra dengue, zika e chikungunya.

“Os mutirões e o trabalho diário dos agentes comunitários de Saúde, do CCZ e do Médico de Família são importantíssimos na luta contra a dengue, zika e chikungunya. Mas também precisamos da ajuda da população. Meu apelo é para que cada niteroiense reserve 10 minutos da semana para verificar se há possíveis focos em suas residências e locais de trabalho. Já foi identificado que 70% dos focos do mosquito em Niterói ficam em caixas d’água. Não podemos perder essa batalha contra um mosquito”, alerta Rodrigo Neves.

Os agentes identificaram focos, aplicaram larvicidas, orientaram os moradores sobre o combate ao Aedes aegypti e distribuíram material educativo. Mais de 100 pneus foram recolhidos e encaminhados para reciclagem. Cerca de 30 funcionários da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) realizaram a limpeza da praça do Engenho do Mato e arredores. Guardas municipais e ambientais apoiaram a ação.

“As temperaturas mais altas do verão e as chuvas frequentes oferecem condições ideais à proliferação do mosquito. A fêmea deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem durar até um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água ele eclode e inicia o ciclo, que pode variar de 5 a 10 dias. O Aedes se prolifera em locais de água limpa e parada, por isso, é importante reforçar os cuidados para eliminar os criadouros e evitar a transmissão das doenças”, destaca a secretária municipal de Saúde, Maria Célia Vasconcellos.

A dona de casa Nilce Monteiro, de 52 anos, abriu as portas para os agentes de saúde vistoriarem seu terreno. Ela conta que um sobrinho desenvolveu a síndrome de Guillain-Barré após contrair zika e passa por tratamento e acompanhamento médico.

“Só descobriram a doença quando ele foi atendido pelo Médico de Família aqui do Engenho do Mato. As pessoas não acreditam que um mosquitinho pode causar tanto estrago, mas o caso foi sério. Agora toda a família fica de olho para não deixar acumular água, especialmente nos vasos de planta e nas bromélias”, conta.

Também participaram da ação a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas, e o presidente da Fundação Municipal de Educação, Bruno Ribeiro.

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