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Sarampo: nova campanha de vacinação será mês que vem

Procura nos postos da região ainda é fraca. Em alguns deles não há doses

Apesar de suspeitas de casos na vizinha capital, em Niterói a procura pela vacina contra o sarampo ainda é fraca

Foto: Evelen Gouvêa

Mesmo com surtos de sarampo no Norte do país e casos suspeitos no Rio, sendo um deles com resultado preliminar positivo, a procura pela vacina nos postos de saúde é fraca. Para tentar reverter a situação, uma campanha nacional contra o sarampo e a poliomielite está prevista para acontecer entre 6 e 31 de agosto. O Dia D será no sábado, 18 de agosto. 

As poucas pessoas que já procuram pela dose nos postos de saúde de Niterói e São Gonçalo nem sempre encontram. Foi o que aconteceu com Isadora de Oliveira, de 20 anos, que buscou se vacinar nesta semana na Policlínica Regional da Engenhoca Dr. Renato Silva, na Engenhoca, Zona Norte de Niterói, mas foi informada que ainda não havia recomendações para aplicação. 
“Vim procurar para a minha filha de dois anos e para mim, mas eles disseram que não tinha vacina para sarampo, que ainda não estava em campanha e não tinha necessidade de vacinar”, declarou. 
A advogada Kerlen Lima, de 32 anos, levou nesta semana o filho para tomar vacina de rotina na Policlínica Regional Dr Sérgio Arouca, em Santa Rosa. Ela também queria aproveitar para se vacinar contra o sarampo, temendo que os postos comecem a ficar cheios com a campanha. 
No Posto de Assistência Médica de Neves, em São Gonçalo, funcionários disseram que a tríplice viral acabou na última terça-feira (3) e que a estimativa para receber nova remessa é de 10 dias.

Em queda – A taxa de vacinação para a doença, cuja vacina é disponibilizada através da tríplice viral, vem caindo ao longo dos anos no país. A meta de vacinação do Ministério da Saúde é de 95%, mas em 2017 dados apontam que a cobertura no Brasil alcançou apenas 84,9% na primeira dose, e 71,5% na segunda dose. O Estado do Rio de Janeiro, apesar de ter registrado um pico de vacinação para a tríplice viral em 2016, com 109,26 vacinados, o número de 2015 e 2017 foram mais baixos, 105,42 e 97,92, respectivamente. Já na segunda dose, o número cai ainda mais, passando de 96,72 em 2015 para 90,55 em 2016 e 73,79 no último ano. 
Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus, mas, de acordo com o Ministério da Saúde, mantém o fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização para que não haja mais casos. 

Surtos – Atualmente, o país enfrenta, oficialmente, dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas, com mais de 400 casos confirmados e 1.800 em investigação, além de casos isolados em outros estados, como no Rio de Janeiro. Apesar de o Ministério da Saúde informar apenas quatro casos suspeitos no Estado, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro diz que existem 13 casos em análise, incluindo uma jovem que já teve um resultado preliminar positivo para a doença, mas que ainda aguarda confirmação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Vacina – O esquema vacinal contra o sarampo para crianças é de uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (a tetra viral) de idade. Para adolescentes e adultos até os 29 anos são duas doses, podendo ser da tríplice ou tetra viral. Dos 30 aos 49 anos é dose única, podendo ser da tríplice ou tetra viral. Quem já tomou duas doses durante a vida, da tríplice ou da tetra, não precisa mais receber a vacina.

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