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Sem provas de irregularidades

Relator e presidente de Comissão Processante não veem elementos para impeachment de Crivella

Prefeito do Rio apresentou documento de defesa com 120 páginas

Foto: Douglas Macedo

Após entregar, na última segunda-feira, um documento de cerca de 120 páginas contendo as considerações finais de sua defesa ao processo de impeachment de seu mandato, que tramita na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) pode, enfim, ter recebido uma boa notícia ontem. Isto porque, nos bastidores do Legislativo carioca, há um consenso, tanto do relator do processo, o vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Pode), como do presidente da Comissão Processante, Willian Coelho (MDB), de que, até o momento, não há elementos de comprovação da participação de Crivella em supostas irregularidades de prorrogação de contratos de publicidade, no âmbito urbano municipal que, por sua vez, originaram o processo de impeachment.

O presidente do Legislativo carioca, Jorge Felippe (MDB), também afirmou ao jornal O Globo, ontem, que a tendência é de que Crivella continue no cargo.

“As informações que nós temos após todas as oitivas das testemunhas é de que, efetivamente, não se identificou a participação do prefeito numa eventual imposição da assinatura desse contrato. Esse é o sentimento da Comissão Processante, de que se tratou de procedimento administrativo que culminou com a autorização (da prorrogação do contato). Não há como incriminá-lo, não há também como condená-lo. O processo político-administrativo tem que ter alguma irregularidade, e não nos parece ser o caso”, disse.

A leitura do relatório final da comissão processante do caso deve ser feita na quarta da próxima semana, dia 19 de junho. Com isto, há a expectativa de que a decisão sobre o pedido de impeachment do prefeito vá ao plenário da Casa Legislativa no próximo dia 25.

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