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Tragédia na comunidade da Boa Esperança completa 2 meses

Pedras ainda tiram o sono de moradores que temem por novos deslizamentos

A tragédia do Morro da Boa Esperança, o rompimento e deslizamento de um maciço que matou 15 pessoas na Região Oceânica, completa dois meses na madrugada desta quinta-feira (10). Neste tempo, moradores afirmam que ainda há famílias desabrigadas sem receber o benefício assistencial da Prefeitura de Niterói e temem que mais pedras ainda presentes na comunidade causem mais estragos. Procurada, a Prefeitura de Niterói informou que já realizou o pagamento de duas parcelas (novembro e dezembro) do benefício assistencial mensal, no valor de R$ 1.002,00, para 67 famílias afetadas pelo rompimento do maciço no Boa Esperança. O benefício será pago por um ano. A Defesa Civil de Niterói interditou 62 imóveis, dos quais 36 foram demolidos.

Grandes pedras ainda causam preocupação em moradores da comunidade, principalmente neste período de chuvas fortes. No local do deslizamento, pouco acima de onde o maciço cedeu, dois pedregulhos aparentes assustam quem passa pela Rua Carlos Chagas. Já na Travessa B, uma rocha que vem rachando ao longo dos anos também tem tirado o sono. Segundo moradores do entorno, casas foram interditadas, mas nenhuma contenção foi realizada.

De acordo com Leandra Neves, a presidente da Associação de Moradores do Morro da Boa Esperança, quem mora no local ainda teme que novos deslizamentos aconteçam, e aguardam mais intervenções da prefeitura. Um morador, que prefere não se identificar, diz que já perguntou a engenheiros do Executivo sobre a remoção dos pedregulhos, mas eles dizem que aguardam ordens. 

Até o fechamento da edição, a Prefeitura de Niterói não havia informado se os pedregulhos estão dentro do cronograma de obra das equipes, e nem se alguma contenção está planejada para o local. 

Moradia – No dia seguinte à tragédia, o então prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, decretou luto oficial na cidade e afirmou que os desabrigados iriam receber imóveis do programa Minha Casa Minha Vida que estavam em construção. A previsão era que o Vivendas do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, fosse entregue no último dia 20, porém, quase um mês depois, famílias seguem sem direção.

A Caixa Econômica Federal, responsável pela construção dos empreendimentos, afirma que o condomínio está com a obra finalizada e em fase de legalização. Já a prefeitura diz que a entrega dos apartamentos para as famílias cadastradas no Boa Esperança, que optaram pela moradia no Fonseca, foi adiada para janeiro por conta de trâmites burocráticos junto ao Ministério das Cidades. 

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