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TransOceânica está parada no ponto

Prometido para dezembro pela prefeitura, o corredor de ônibus (BHS) ainda tem 10 estações a serem erguidas

Na estação na rótula da Avenida Central, trabalhos ainda se arrastam

Marcelo Feitosa

Mais de três anos depois de seu início e diversos prazos ultrapassados, a TransOceânica segue em obras em sua última etapa, a da construção das estações.

A última data divulgada pela Prefeitura de Niterói para o funcionamento do corredor de ônibus Bus High Service (BHS) era em dezembro. No entanto, das 11 estações a serem construídas, apenas uma apresenta avançada estrutura e outras três têm a cobertura instalada. Quando anunciada, a obra completa deveria ficar pronta em 24 meses após o seu início, em setembro de 2015. 

Depois da inauguração do túnel Charitas-Cafubá e da remodelação das vias, com novas calçadas e uma pista exclusiva para os ônibus, moradores da Região Oceânica aguardam as obras das estações de ônibus para, finalmente, ver o funcionamento do corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão, que passa por 12 bairros da região. Duas das 13 estações, no Engenho do Mato e em Charitas, já estão prontas há meses, mas ficaram sem uso por conta da falta de operação dos coletivos. 

Em junho do ano passado, a prefeitura informou que entregaria em agosto as obras da TransOceânica, concluindo a adequação das calçadas, realocação dos postes e a implantação do último trecho da ciclovia. A instalação das 11 estações do BHS seria iniciada em setembro para, a partir de novembro, o sistema começar a funcionar de maneira gradual e beneficiar cerca de 125 mil pessoas. Apesar disso, funcionários só começaram a trabalhar na estação da Avenida Central, a primeira delas, em novembro.

Em setembro, a prefeitura informou que a conclusão da TransOceânica estava próxima, com o fim das obras e a entrada em operação do corredor expresso. O anúncio datava o início da operação para até o fim do ano passado. Por conta da demora nas intervenções, moradores e comerciantes da região dizem estar desgostosos com a obra. Alguns opinam que o corredor não era necessário, bastava apenas a abertura do túnel Charitas-Cafubá.

A obra ainda causou polêmica após a estruturação avançar na Avenida Central. A estação apresentada, aberta e apenas com uma cobertura, surpreendeu os futuros passageiros que aguardavam semelhança com as de Charitas e do Engenho do Mato, parecidas com pontos de BRT, do Rio de Janeiro. Na divulgação das obras, o Executivo prometeu estações intermodais, que acomodassem até oito coletivos, quatro de cada lado, e frequência de ônibus de até cinco minutos, com pagamento de passagem em cada terminal, antes de embarcar.

“A obra está demorando demais, e é um caos no trânsito da cidade. Não vai adiantar muita coisa esse corredor. Agora estamos vendo avançar na Av. Central, mas no resto está parada”, reclamou o advogado Leonardo Coutrim, 43.

Outra polêmica envolvida na obra se deu devido à prefeitura ceder por tempo determinado 40 ônibus elétricos, no valor de R$ 51,9 milhões, para as empresas de coletivos atuarem em Niterói. A licitação para a compra dos veículos, marcada para dezembro, acabou adiada.

O corredor terá cinco novas linhas em direção ao Centro, duas delas passando pelo túnel Charitas-Cafubá. As outras três linhas continuam seguindo pelo Largo da Batalha. Segundo a prefeitura, a frota será de cem ônibus, sendo oitenta veículos novos, metade deles (40) elétricos. Os veículos elétricos serão custeados pelo Executivo e cedidos por tempo determinado ao consórcio que atua na Região Oceânica. Todos os veículos seguem o conceito BHS, com piso baixo e porta dos dois lados.

A promessa é que todas as estações tenham bicicletário com 10 vagas, câmeras de segurança, sistema de sonorização, que permitirá a comunicação do centro de controle com os passageiros, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus, e uma tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos no mapa.

As estações estão localizadas nos seguintes pontos: Engenho do Mato (já está pronta); próximo ao Rio João Mendes; rótula da Avenida Central; em frente ao Mercado Maravista; próximo à Rua São Marcio; próximo à subestação da Enel; próximo à Avenida Santo Antônio; próximo ao shopping Multicenter; perto do Hospital da Amil; na altura do DPO do Cafubá; na rótula Cafubá (Fazendinha); próximo à AABB; Charitas (já está pronta).

Questionada sobre o andamento das obras, a Prefeitura de Niterói não se pronunciou. 

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Comentários

luis antonio dutra de oliveira
Para variar, a incompetencia , o descaso com a coisa publica , alem de esquemas para favorecer este ou aquele grupo é que leva a este caos, já deveria estar em funcionamento e nem tem previsao de termino, as estações que começaram a ser construidas com estrutura diferente das do Engenho do Mato e Charitas, pois nao sao fechadas e com apenas uma cobertura para abrigar os passageiros é mediocre, sendo necessária uma investigação do que estava previsto no projeto e o que esta sendo executado, visto que, aquilo nao passa de um ponto de onibus melhorado, ridiculo para uma obra de tamanha envergadura e com custos elevados.
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Leandro Velasco
Eles abrem novas frentes de trabalho e não terminam o serviço, o exemplo dessa hora esta ao lado do morro da esperança, um pouco antes da subida, tem um barro jogado na calçada, esse pedaço ja tem mais de 4 meses desse mesmo jeito e ao lado ainda tem um vazamento de esgoto que a prefeitura não conserta.
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Paula pires
Um lixo de obra, de quinta categoria. Mal planejada e mal efetuada, fora a roubalheira toda, já apontada pelo MP.
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Elson Luiz
A prefeitura tem que vir a publico para se pronunciar. Precisamos dessa obra pronta, o trânsito de Niterói tá um caos!
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